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Enquanto a BradSaúde divulga seus primeiros números oficiais consolidados, a Odontoprev entrega um lucro de R$ 151 milhões; confira outras linhas do balanço

A BradSaúde chegou ao seu primeiro teste de fogo. A nova holding de saúde do Bradesco, que assume oficialmente à frente da Odontoprev (ODPV3), fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido consolidado de R$ 1,3 bilhão.
Por sua vez, a rentabilidade anualizada (ROAE) chegou a 24,8% no mesmo período, segundo o balanço publicado nesta segunda-feira (4).
Enquanto isso, os ativos financeiros encerraram o trimestre em R$28,6 bilhões. Já o capital social da Bradsaúde foi consolidado em 2.924.199.731 ações.
Do lado operacional, a BradSaúde alcançou a marca de 13,3 milhões de clientes, sendo 3,9 milhões de beneficiários de planos de saúde. Em termos líquidos, houve adição de 52 mil beneficiários em saúde no primeiro trimestre.
De olho na sinistralidade (MLR), o indicador chegou a 79,1% no primeiro trimestre, queda de 1,4 ponto percentual (p.p) na comparação com o ano anterior.
Vale lembrar que as ações da nova holding ganharão forma na bolsa nesta semana. A partir de amanhã (5), o ticker ODPV3 deixa de existir e dá lugar ao SAUD3.
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Por sua vez, a Odontoprev (ODPV3), que representa a operação de planos dentais, entregou um lucro líquido de R$ 151 milhões no 1T26, o que representa uma queda de 9,6% em relação ao ano passado.
A receita operacional líquida chegou a R$ 619,4 milhões no período, avanço de 4,9% na base anual.
A sinistralidade fechou o trimestre em 32,7%, queda de 3,1 p.p na comparação com o ano anterior.
A Odontoprev encerrou o trimestre com 9,4 milhões de clientes, crescimento de 5,7% na relação com 2025. Em termos líquidos, houve adição de 141 mil beneficiários.
Por muito tempo, o investidor olhou para a divisão de seguros do Bradesco como a "joia da coroa" dentro dos resultados do banco. A partir de agora, a estrutura passa a ser reorganizada, com as operações separadas na BradSaúde, uma "máquina" dedicada a um dos segmentos mais promissores do grupo.
Com a reorganização, a Odontoprev deixa para trás o perfil de operadora focada em planos odontológicos e passa a representar uma plataforma integrada de saúde, concentrando todos os ativos de saúde do grupo Bradesco sob uma única estrutura.
A nova holding reune operações como Bradesco Saúde, Mediservice, Atlântica Hospitais, Orizon e a participação no Fleury.
Com a reestruturação, o Bradesco elevou a participação na companhia para 91,35%, enquanto os minoritários tiveram a fatia diluída para cerca de 8,65%.
A diluição é expressiva, mas vem acompanhada de uma promessa: trocar participação por escala. Em teoria, o investidor deixa de estar exposto a um mercado de cerca de R$ 8 bilhões para acessar um ecossistema com potencial superior a R$ 435 bilhões.
A expectativa também é de crescimento de resultados. Pelas projeções do banco, o lucro atribuível aos minoritários poderia avançar cerca de 21%, passando de aproximadamente R$ 255 milhões para R$ 310 milhões.
Executivos trabalham com a perspectiva de que a BradSaúde possa chegar à bolsa avaliada entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões.
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