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Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

PROCESSO MAL COMEÇOU

CSN (CSNA3) esclarece sobre negociações para vendas da divisão de aço: “não existe, por ora, avanço significativo”

Fontes ouvidas pelo Valor apontavam que a CSN pode se desfazer de até 100% da operação siderúrgica, mas a companhia disse que, por enquanto, o foco é fortalecer o caixa da divisão.

Karin Salomão
Karin Salomão
28 de janeiro de 2026
9:38 - atualizado às 9:39
Imagem mostra trabalhador de indústria siderúrgica, como CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) ou Gerdau (GGBR4)
Indústria siderúrgica - Imagem: Shutterstock

Segundo a CSN (CSNA3), ainda existe nenhuma negociação concreta com compradores para o desinvestimento em seu negócio de siderurgia, após o Valor Econômico noticiar contatos informais da companhia com concorrentes para mapear potenciais interesses. "

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Fontes ouvidas pelo jornal apontavam que a CSN pode se desfazer de até 100% da operação siderúrgica, mas a companhia disse que, por enquanto, o foco é fortalecer o caixa da divisão.

“Sobre o potencial interesse de vender o segmento de siderurgia, o comunicado foi categórico ao dizer que o estágio atual envolve a ‘avaliação de alternativas/parcerias com foco na maximização da geração de caixa no curto prazo’, sem que haja, até o momento, qualquer conclusão que enseje uma comunicação formal “, diz a CSN.

A companhia destaca que sequer houve contratação de assessor financeiro para essa operação específica, o que evidencia o estágio ainda inicial dessa avaliação.

Sobre as outras vendas — que incluem a venda do controle de seu negócio de cimentos e uma fatia em seus ativos de infraestrutura — a companhia afirma que o projeto de desinvestimentos ainda é muito embrionário.

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"Sobre a informação de que já existem eventuais compradores e participações definidas a serem objeto de desinvestimento, trata-se de mera especulação, uma vez que não existe, por ora, avanço significativo para um projeto que acabou de ser anunciado", informou em fato relevante.

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Plano de desinvestimento da CSN

Neste mês, a CSN anunciou ao mercado o início de um plano para venda de parte de seus ativos importantes, com o objetivo de reduzir dívidas e fortalecer a saúde financeira da empresa.

Conforme aprovado pelo conselho de administração, a CSN pretende diminuir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões do endividamento da companhia ainda neste ano. A ideia é que, com menos dívidas, a CSN possa focar em negócios mais lucrativos e com maior potencial de crescimento.

Ela pretende levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, dobrar o Ebitda e chegar a uma alavancagem — a relação entre dívida e Ebitda — de uma vez no médio prazo. As vendas devem começar no terceiro trimestre deste ano.

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Ainda que o plano seja ousado e os resultados previstos promissores, o mercado ainda está cético. Afinal, não é a primeira vez que a companhia anuncia planos de vender negócios para reduzir a dívida.

Um problema grande é o timing. Por mais que a CSN esteja disposta a vender, ela precisa encontrar compradores, que ofereçam preços adequados para os ativos e em transações que sejam benéficas para ela.

Com Money Times

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