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Agência corta notas de papéis emitidos por securitizadora que tem a rede de oncologia como devedora; entenda o rebaixamento
A turbulência na Oncoclínicas (ONCO3) começou a respingar no mercado de crédito — e acendeu um sinal amarelo entre investidores de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
Em meio aos questionamentos sobre a liquidez da rede de tratamentos oncológicos, a Fitch Ratings decidiu agir e cortar ratings de emissões ligadas à empresa.
Na última segunda-feira (02), a agência rebaixou as notas de crédito de séries de CRIs emitidos pela Opea Securitizadora — papéis que, na prática, estão diretamente atrelados ao risco da Oncoclínicas.
Hoje, as ações da Oncoclínicas operam em forte queda na bolsa brasileira. Por volta das 16h30, ONCO3 tombava 8,95%, cotada a R$ 2,34. No acumulado de 12 meses, as perdas beiram os 60% na B3.
A Fitch removeu a observação negativa e rebaixou o rating nacional de longo prazo, de BBBsf(bra) para CCC-sf(bra), da primeira à quarta séries da 232ª emissão de CRIs e da primeira à terceira séries da 54ª emissão de CRIs da Opea.
O motivo é que os certificados da Opea dependem da capacidade de pagamento da própria Oncoclínicas.
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Isso porque os CRIs espelham debêntures emitidas pela própria Oncoclínicas, que já carrega um rating nacional de longo prazo de CCC-(bra).
A empresa de tratamentos oncológicos é a devedora dos títulos que lastreiam a operação e, além de pagar juros e principal, também é responsável por recompor os fundos destinados às despesas correntes da estrutura.
Como as emissões replicam as condições das debêntures — sem descasamentos relevantes de prazo ou fluxo — qualquer evento que afete os títulos corporativos, como amortização antecipada, atraso ou inadimplência, terá reflexo idêntico nos CRIs.
Em outras palavras, não há colchão estrutural relevante que separe o risco do CRI do risco da companhia. Se a saúde financeira da Oncoclínicas se deteriora, o impacto é automaticamente refletido nos certificados.
Isso significa que o risco da transação está integralmente ancorado na capacidade de pagamento da companhia.
Uma nova deterioração da qualidade de crédito da Oncoclínicas levaria a novos rebaixamentos. Da mesma forma, eventual melhora estrutural poderia sustentar revisões positivas no futuro.
Segundo a Fitch, o rebaixamento do rating reflete o aumento das preocupações dos analistas com a liquidez da Oncoclínicas (ONCO3).
A agência cita a combinação de caixa reduzido e elevada concentração de vencimentos de dívida no curto prazo como fatores centrais para a decisão.
“A manutenção de fluxos de caixa das operações negativos e de alta alavancagem restringem ainda mais a flexibilidade financeira da companhia, elevando a probabilidade de a empresa buscar alternativas de financiamento que impliquem em potencial piora de termos para os credores”, avalia a Fitch.
A Oncoclínicas deve divulgar o balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25) no dia 30 de março, após o fechamento dos mercados.
A previsão da Fitch é que a companhia encerre 2025 com saldo de caixa inferior a R$ 100 milhões, excluindo aplicações no Banco Master, com alavancagem líquida em torno de 6 vezes.
Para a Fitch, a liquidez da Oncoclínicas é insuficiente e sua alavancagem, elevada. Isso limita as alternativas de refinanciamento da companhia e aumenta a probabilidade de uma restruturação da dívida no curto prazo.
É verdade que a capitalização realizada em novembro de 2025, de R$ 1,4 bilhão por meio da conversão de dívidas, aliviou temporariamente a pressão sobre a estrutura de capital da empresa. Porém, para os analistas, a operação não eliminou os riscos de refinanciamento, dada a concentração de vencimentos relevantes de dívida no curto prazo e da geração de caixa ainda pressionada.
Para o curto prazo, a agência não enxerga espaço para uma melhora relevante do perfil financeiro por meio do desempenho operacional da companhia.
A expectativa dos analistas é que qualquer recuperação que venha a acontecer na Oncoclínicas ocorra de maneira gradual ao longo dos próximos anos.
“A Oncoclínicas permanece com o importante desafio de recuperar sua rentabilidade e sua geração de caixa no médio prazo”, diz a agência.
Mais cedo nesta terça-feira, a Oncoclínicas informou que conseguiu uma liminar na Justiça contra o Banco de Brasília (BRB).
Na prática, a empresa conseguiu impedir, ao menos temporariamente, o BRB de alterar a gestão ou a governança dos os fundos detentores (FIPs) de ações da empresa.
A tutela antecipada em caráter antecedente também barra o banco de dispor das cotas ou dos ativos dos FIPs, mantendo as ações da Oncoclínicas “congeladas” dentro dessas estruturas.
Após a incorporação de carteiras do Banco Master, o BRB acabou com uma participação de 8,68% na Oncoclínicas, segundo o site de relações com investidores da companhia.
Você confere aqui os detalhes da queda de braço entre a Oncoclínicas e o BRB.
Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4
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