Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Bernardes

Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

RAIO-X DO BALANÇO

Lucro da C&A (CEAB3) cresce no 4T25, mas vendas perdem força. O que fazer com a ação agora?

Pressão no vestuário e ambiente promocional intenso limitaram o crescimento, mas bancos enxergam ganhos operacionais à frente

Larissa Bernardes
Larissa Bernardes
25 de fevereiro de 2026
13:15 - atualizado às 12:39
Fachada da loja da C&A (CEAB3).
Fachada da loja da C&A (CEAB3) - Imagem: iStock

A C&A Brasil (CEAB3) divulgou os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) marcados pressão nas vendas — ainda que os números tenham vindo, em linhas gerais, dentro das expectativas do mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No período, a companhia registrou lucro líquido de R$ 313,2 milhões, alta de 22,9% na comparação anual. O avanço, porém, teve ajuda de efeitos pontuais: a varejista reverteu uma provisão de R$ 62,1 milhões após reavaliar contingências tributárias, além de apresentar melhora no resultado financeiro.

Excluindo itens não recorrentes, o lucro líquido ajustado somou R$ 269,8 milhões, crescimento de 7,9% em relação ao 4T24. A margem líquida ajustada avançou 1,1 ponto percentual, para 10,9%, indicando algum ganho de eficiência mesmo em um cenário operacional mais pressionado.

A receita operacional líquida totalizou R$ 2,47 bilhões no trimestre, queda de 3,2% na comparação anual. No principal segmento da empresa, o varejo de vestuário, a receita ficou praticamente estável, em R$ 2,25 bilhões, com leve alta de 0,6%.

Segundo a companhia, o trimestre foi marcado por “temperaturas erráticas e ambiente promocional mais intenso”, fatores que pressionaram especialmente os produtos de entrada e limitaram um crescimento mais robusto das vendas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar da leitura mista do balanço, as ações da C&A operam em alta nesta quarta-feira (25). Por volta das 12h30 (de Brasília), CEAB3 avançava 3,24%, cotadas a R$ 13.03. Mais cedo, os papéis chegaram a recuar quase 1%, mas logo voltaram ao campo positivo.

Leia Também

BTG vê resultado fraco, mas dentro do esperado

Na avaliação do BTG Pactual, o desempenho operacional foi fraco, mas amplamente alinhado às estimativas. O banco destaca a forte desaceleração do SSS (vendas mesmas lojas) e sinais de desalavancagem operacional, mesmo com leve melhora da margem bruta.

Ainda assim, os analistas enxergam espaço para ganhos adicionais de eficiência, e destacam que a companhia mantém um balanço pouco alavancado.

Apesar da desaceleração das tendências de consumo observada ao longo do segundo trimestre de 2025, o banco segue construtivo com a tese de investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A companhia continua melhorando a produtividade e a rentabilidade das lojas, ao mesmo tempo em que mantém uma abordagem disciplinada em suas operações de crédito — um importante fator mitigador em um ambiente de juros ainda elevados”, afirmam os analistas.

A recomendação do BTG Pactual para as ações CEAB3 é de compra.

Os desequilíbrios no caminho da C&A

Para o Bradesco BBI, os resultados do trimestre refletem desafios pontuais, como desequilíbrios no sortimento, ambiente promocional mais intenso, clima menos favorável e maior competição — fatores que pressionaram o desempenho do vestuário e interromperam a trajetória de mais de dois anos de ganho de produtividade frente aos pares.

“Ainda assim, vemos sinais construtivos no avanço da margem bruta, na disciplina de capital de giro e no fluxo de caixa robusto, que reforçam a resiliência do modelo operacional. Acreditamos que uma eventual normalização das vendas mesmas lojas no início de 2026 será determinante para dissipar as preocupações deixadas pelo trimestre mais volátil”, avaliam os analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se esse cenário se confirmar, a leitura do BBI é de que a fraqueza recente no desempenho das ações pode ter sido excessiva, especialmente considerando que CEAB3 negocia a aproximadamente 8,5 vezes o lucro (P/L) estimado para 2026, sugerindo assimetria favorável para o investidor.

“Mantemos visão construtiva de médio prazo, sustentada pela melhoria estrutural da operação e pela capacidade de monetizar ganhos de eficiência à medida que o ambiente competitivo e climático se estabilize”, dizem os analistas.

Dólar abaixo de R$ 5, Selic em queda e bolsa cara — a visão da Legacy para 2026

Resultado da C&A era esperado

Para a XP Investimentos, os resultados, apesar de fracos, estão em linha com as estimativas da casa. Em vestuário, os analistas destacam a desaceleração na receita, principalmente por efeitos climáticos, ambiente promocional mais intenso e maior nível de rupturas em produtos de entrada.

“Isso, combinado ao fim da operação de eletrônicos e menor receita do C&A Pay devido à concessão de crédito mais restrita, levou à queda da receita (-3%), pressionando a margem Ebitda por desalavancagem operacional. Acreditamos que tais dinâmicas eram amplamente esperadas”, avalia a XP.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar do trimestre fraco, os analistas não veem mudança na tese estrutural de execução consistente e historicamente bem-sucedida da C&A. A XP mantém recomendação de compra para os papéis da varejista.

Na avaliação do Itaú BBA, as preocupações de curto prazo já parecem refletidas no preço das ações, enquanto a confiança na capacidade de execução da companhia permanece intacta para 2026.

“Apesar do desempenho mais fraco de vendas no 4T25, acreditamos que alguns equívocos nas decisões fazem parte do processo natural de aprendizado. Mantemos confiança na gestão após vários anos de entregas consistentes”, afirmam os analistas.

O banco reconhece que a base de comparação para o primeiro semestre de 2026 não é das mais favoráveis, mas avalia que a empresa ainda tem espaço para avançar em sua estratégia de elevar as vendas por metro quadrado ao longo do tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Itaú BBA também mantém recomendação de compra para a C&A, considerada uma das top picks (preferidas) do banco.

*Com informações do Money Times

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
“ELEFANTE BRANCO” SAI DE CENA

Adeus, e-commerce: Sequoia (SEQL3) ‘joga a toalha’ no varejo digital e vende operação ao Mercado Livre (MELI34)

22 de abril de 2026 - 9:12

Após anos de pressão no caixa, empresa se desfaz de ativo-chave e aposta em modelo mais leve; entenda o que muda na estratégia

TEM FUNDAMENTO?

Alta de 115% é pouco? A preocupação de R$ 500 milhões que ronda a Tenda (TEND3), construtora queridinha do momento

22 de abril de 2026 - 6:01

Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?

ENERGIA SOB PRESSÃO

El Niño pode mexer com o seu bolso — e virar o jogo para as elétricas: as ações que ganham e perdem na bolsa, segundo o Safra

21 de abril de 2026 - 14:21

Relatório do Safra mapeia impactos no setor e aponta as elétricas mais expostas ao clima; confira a tese dos analistas.

CORRIDA BILIONÁRIA

Amazon turbina aposta em inteligência artificial com investimento de até US$ 25 bilhões na Anthropic, dona do Claude

21 de abril de 2026 - 13:14

Parceria com a Anthropic prevê até US$ 100 bilhões em consumo de nuvem e reforça estratégia em infraestrutura

DO AVIÃO PARA A ESTRADA

Por que a alta do petróleo pode destravar potencial de até 30% para a Marcopolo (POMO4), segundo o Safra

21 de abril de 2026 - 11:19

Com passagens aéreas pressionadas, ônibus ganham espaço — e a fabricante entra no radar de compra dos analistas

TENTANDO VIRAR O JOGO

O “plano de resgate” do BRB: banco tenta limpar o balanço com venda de até R$ 15 bilhões em ativos do Master

21 de abril de 2026 - 10:22

Banco aposta em fundo com a Quadra Capital para estancar crise de liquidez enquanto negocia reforço bilionário de capital

ESCOLHA ESTRATÉGICA

Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3): as campeãs da XP para absorver os ganhos do petróleo mais caro

20 de abril de 2026 - 19:51

Uma oferece previsibilidade enquanto a outra oferece retorno quase direto do aumento de preços; entenda cada tese de investimento

SOB A LUPA DOS ANALISTAS

A conta chegou para os bancos digitais? Safra liga alerta para “teste de fogo” de Nubank e Inter no 1T26

20 de abril de 2026 - 19:19

Safra vê 2026 como teste para o setor bancário brasileiro e diz que lucro sozinho já não explica as histórias de investimento; veja as apostas dos analistas

CHEGOU A HORA DE VENDER?

Vale (VALE3) ainda tem lenha para queimar após alta de 25%, mas o pote de ouro ficou mais longe; ação é rebaixada pelo Barclays

20 de abril de 2026 - 18:00

O banco britânico também mexeu no preço-alvo dos papéis negociados em Nova York e diz o que precisa acontecer para os dividendos extras caíram na conta do acionista

REESTRUTURAÇÃO

Azul (AZUL3) estreia novo ticker na bolsa após grupamento — e ação cai no primeiro pregão

20 de abril de 2026 - 16:40

Até então, os papéis eram negociados em lotes de 1 milhão, sob o ticker AZUL53; para se adequar às regras da B3, a aérea precisou recorrer ao grupamento

ANÁLISE

Nvidia (NVDA) tem espaço para crescer, mas também possui 5 riscos, segundo nova tese do BTG Pactual; confira

20 de abril de 2026 - 14:08

O banco prevê um preço-alvo de US$ 237, com um potencial de valorização de aproximadamente 20% em relação às cotações atuais

NOVO CAPÍTULO

Sequoia (SEQL3) reduz dívida tributária em 84% e ações disparam até 42% na bolsa; entenda os detalhes

20 de abril de 2026 - 12:42

Acordo com a PGFN corta passivo de R$ 631,7 milhões para R$ 112,7 milhões e dá novo fôlego à reestruturação da companhia

MUDANÇA NO COMANDO

Fim de uma era na Braskem (BRKM5): Novonor dá adeus, IG4 avança — mas mercado quer saber da OPA

20 de abril de 2026 - 12:37

Venda do controle abre nova fase para a petroquímica, com Petrobras e IG4 no centro da governança e desafios bilionários no horizonte

SAÍDA TRAVADA

Virada para o GPA (PCAR3)? Justiça de SP impede Casino de ‘se livrar’ das ações da varejista brasileira; entenda o que está em jogo

20 de abril de 2026 - 10:43

Bloqueio impede saída do acionista francês em momento de pressão financeira e negociação de dívidas

POTENCIAL NA MINERAÇÃO

Terras raras em alta: mineradora brasileira Serra Verde é vendida por US$ 2,8 bilhões para gigante dos EUA

20 de abril de 2026 - 10:21

A transação prevê o desembolso de US$ 300 milhões em caixa e a emissão de 126,9 milhões de ações recém-criadas da USA Rare Earth

AÇÕES

Carteira que rendeu 94% em 1 ano indica 5 ações para buscar lucros nesta semana

18 de abril de 2026 - 16:30

No acumulado de 12 meses, a carteira semanal de ações recomendada pela Terra Investimentos subiu 94,90% contra 51,81% do Ibovespa

PROCESSO EM ANDAMENTO

Justiça aceita recuperação judicial do Grupo Fictor — sócios das SCPs e investidores devem ficar atentos aos próximos passos

18 de abril de 2026 - 11:35

Com dívidas de R$ 4,3 bilhões, grupo terá fiscalização rígida da PwC após indícios de irregularidades; investidores devem acompanhar prazos cruciais para reaver valores devidos

ENTENDA O CASO

Nem a herança escapou: Justiça trava bens e amplia cerco contra sócio do Grupo Fictor

17 de abril de 2026 - 19:55

Decisões judiciais passaram a atingir bens pessoais e até direitos hereditários de sócios, em meio ao avanço de investigações e ações de investidores que buscam recuperar recursos após suspeitas de pirâmide financeira

SEPARANDO O JOIO DO TRIGO

O que a Petrobras (PETR4) tem que as outras não têm? Estatal sai na frente na corrida das petroleiras na América Latina, mas não está sozinha

17 de abril de 2026 - 19:25

Nova projeção para o petróleo melhora cenário global, mas Bank of America vê na estatal uma combinação que outras empresas na América Latina não conseguem replicar

OURO MAIS VALIOSO

Nem tudo que reluz custa a mesma coisa: Vivara (VIVA3) aumenta os preços das joias, mas não para todos; entenda a estratégia

17 de abril de 2026 - 15:09

O BTG Pactual analisou os preços de 25 mil itens das marcas Vivara, Life e Pandora entre março e abril, para entender como elas têm reagido aos aumentos de custos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia