O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Mesmo com sinais pontuais de melhora no exterior, spreads fracos no Brasil e geração de caixa negativa seguem no radar dos analistas
O sinal amarelo voltou a piscar para a Braskem (BRKM5). Depois de novos dados fracos e margens pressionadas no Brasil, as ações da petroquímica entraram no vermelho e passaram a figurar entre as maiores quedas do Ibovespa nesta segunda-feira (02).
Por volta das 16h45, os papéis da petroquímica caíam 2,92%, cotados a R$ 9,31, figurando entre as maiores perdas do Ibovespa durante a tarde.
A performance negativa vem na esteira de um relatório operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25) mais fraco que o esperado pelo mercado.
O relatório reforçou uma percepção incômoda: a de que a petroquímica ainda patina em um cenário de spreads apertados, volumes irregulares e pressão sobre o caixa — e de que a travessia será mais longa do que parte do mercado gostaria.
Leia também:
O mercado já sabia que o cenário global de petroquímicos segue desafiador. Mas os números mostraram que a engrenagem doméstica ainda roda em marcha lenta.
Leia Também
No Brasil, as vendas de resinas da Braskem (BRKM5) recuaram 8% na comparação anual, para 743 mil toneladas.
Nos principais químicos, a queda foi ainda mais acentuada: 13%, para 595 mil toneladas. Em um setor em que escala e diluição de custos são fundamentais, volumes menores pressionam margens — e os spreads confirmaram essa pressão.
A diferença entre o preço de venda e o custo da matéria-prima caiu 3% nos principais químicos e despencou 15% nas resinas.
Para completar o quadro, a taxa de utilização de eteno no país encerrou dezembro em 59%, bem abaixo dos 70% registrados no fim de 2024.
Para o BTG Pactual, o retrato ainda é de cautela. O banco até reconhece alguns pontos de alívio — principalmente fora do Brasil —, mas entende que eles ainda não são suficientes para mudar a narrativa.
Nos Estados Unidos e na Europa, a taxa de utilização subiu para 71% no trimestre, contra 67% um ano antes. As vendas nessas regiões cresceram 7%, alcançando 479 mil toneladas.
O problema é que o spread caiu 10%, para US$ 347 por tonelada. Ou seja: vende-se mais, mas com rentabilidade menor.
No México, o avanço de volumes foi ainda mais expressivo. As vendas cresceram 14%, para 221 mil toneladas, e a taxa de utilização saltou para 92%, ante 77% no quarto trimestre de 2024.
Ainda assim, o ganho operacional foi corroído por uma queda de 20% nos spreads, para US$ 625 por tonelada.
Para os analistas, isso significa que o quarto trimestre deve trazer números financeiros pouco animadores. A Braskem divulga os resultados completos do último trimestre de 2025 no próximo dia 26 de março.
Pelas estimativas do BTG, a Braskem deve reportar um Ebitda, indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional, de cerca de US$ 86 milhões no 4T25 — além de mais uma rodada de queima de caixa, o que tende a elevar novamente a alavancagem.
Com geração negativa, a expectativa é que a posição de caixa fique próxima de US$ 2 bilhões, enquanto o endividamento relativo volta a subir.
Nem mesmo a recente aprovação do Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq) foi suficiente para afastar as dúvidas estruturais.
Na visão do banco, a companhia ainda precisa de um ajuste mais profundo na estrutura de capital — que pode envolver conversão de dívida em ações, descontos (haircut) sobre dívidas ou até injeção de capital.
Para os analistas, qualquer uma dessas alternativas pode implicar diluição dos acionistas minoritários, o que sustenta a recomendação neutra do BTG, com preço-alvo de R$ 9.
*Com informações do Money Times.
Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro
As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.
Fintech recebe licença bancária no Reino Unido e lança oficialmente o Revolut Bank UK, acelerando o plano de se tornar uma plataforma financeira global
Varejista entrou em recuperação extrajudicial e suspendeu os pagamentos por 90 dias para tentar reorganizar suas finanças
A maior produtora global de açúcar e etanol de cana já havia dito que estava avaliando a reestruturação da sua dívida e que uma recuperação extrajudicial estava entre as possibilidades
Joint venture de Cosan e Shell busca 90 dias de suspensão de pagamentos enquanto negocia reestruturação com bancos e investidores
A movimentação, que já havia sido antecipada ao mercado no mês passado, traz nomes de peso do setor financeiro para o colegiado
Analistas do Itaú BBA e do Citigroup reforçam a tese positiva para a mineradora após encontro com o CEO e o diretor de RI da companhia
No MRV Day, gestão contou os planos para acabar de vez com o peso da operação nos EUA. O objetivo é concentrar esforços no mercado brasileiro para impulsionar margens e retorno aos acionistas
Analistas dizem que o turnaround funcionou — mas o mercado já parece ter colocado essa melhora na conta; veja a tese
Banco revisa estimativas após resultados do 4º trimestre e mantém recomendação de compra para a fabricante brasileira de aeronaves
Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis
Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações
A rede varejista afirmou que ficam de fora dessas negociações os débitos com fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas
Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os destaques do balanço
Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida
A moeda norte-americana terminou o pregão em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro
Alta da commodity reacende questionamentos sobre defasagem nos combustíveis e coloca em dúvida a estratégia da estatal para segurar os preços no Brasil; veja o que dizem os analistas
Modelo híbrido que combina atendimento físico e banco digital para aposentados do INSS chama a atenção de analistas; descubra qual a ação
Companhia chama credores e debenturistas para discutir extensão de prazos e possível waiver de alavancagem; entenda