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Para analistas, o 4T25 pode marcar novo capítulo da reestruturação e abrir espaço para o banco acelerar investimentos. Veja as previsões do mercado
Depois de atravessar uma tempestade, marcada por inadimplência elevada, margens comprimidas e perda de rentabilidade, o Bradesco (BBDC4) decidiu trocar a pressa pela disciplina. A reconstrução do banco começou há pouco mais de dois anos, com um plano que nunca prometeu atalhos. A ideia era recuperar a saúde da carteira de crédito, fortalecer o balanço e, só então, voltar a falar em rentabilidade em outro patamar.
Desde que Marcelo Noronha assumiu o comando, a mensagem foi repetida à exaustão: a virada viria “step by step”. Degrau por degrau. Sem saltos arriscados, sem soluções mirabolantes para encurtar o caminho. Em um setor onde tropeços custam caro, o Bradesco optou por reconstruir o piso antes de tentar subir para o próximo andar.
Porém, o que o mercado começa a discutir agora é que esse processo, desenhado para ser longo e gradual, pode estar avançando mais rápido do que o próprio banco previa.
Na avaliação da XP Investimentos, os ganhos relevantes de receita ao longo de 2025 deram ao Bradesco um fôlego inesperado. Um “colchão” que permite, ao mesmo tempo, proteger o balanço e acelerar a agenda de investimentos — sem comprometer a lógica conservadora que guiou o turnaround até aqui.
"Esperamos que o 4T25 reforce nossa visão de que o banco parece ligeiramente adiantado em relação ao cronograma de seu plano de turnaround, o que permite ao Bradesco usar parte desse ‘colchão’ para proteger seu balanço e acelerar os investimentos previstos no plano”, avaliam os analistas.
A leitura predominante do mercado é que o quarto trimestre de 2025 deve reforçar a narrativa de recuperação gradual, sem euforia, mas com sinais cada vez mais consistentes de tração.
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A combinação de dinamismo comercial, risco de crédito administrável, bom desempenho em seguros e avanço contínuo da rentabilidade sustenta a percepção de que o plano de transformação começa, de fato, a entregar resultados mais visíveis.
Em termos de previsões, o mercado espera que o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) chegue a 15,2%, segundo a média das estimativas compiladas pelo Seu Dinheiro.
Se confirmado, o resultado representaria um salto de 2,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024 e de 0,5 p.p em frente ao trimestre anterior, consolidando o avanço da rentabilidade visto no último trimestre.
Ainda assim, permanece uma pergunta-chave para investidores: quando a rentabilidade do Bradesco voltará a superar o custo de capital próprio, estimado em torno de 17%? No último balanço, o próprio CEO sinalizou que esse momento estaria “batendo à porta”.
Já o lucro líquido deve chegar a R$ 6,39 bilhões, de acordo com o consenso da Bloomberg — um aumento de 18,4% na base anual, mas praticamente estável na comparação (+3,1%) com o terceiro trimestre.
Se as projeções se confirmarem, o 4T25 marcará o oitavo trimestre consecutivo de expansão do lucro e do ROE do Bradesco.
A expectativa dos analistas é que o trimestre repita as tendências observadas ao longo de 2025: receitas em expansão, margens resilientes e qualidade de ativos sob controle.
Na avaliação do Bank of America (BofA), os resultados devem continuar sendo sustentados por uma geração sólida de receitas, estabilidade da inadimplência e a continuidade da redução do footprint de agências físicas e do quadro de funcionários — movimentos que ajudam a conter custos estruturais no médio prazo.
A expectativa é que as despesas operacionais devam crescer próximas ao limite superior do guidance (projeções que vão de 5% a 9%), à medida que os investimentos em transformação se aceleram.
O JP Morgan também destaca despesas e investimentos como variáveis-chave para acompanhar neste balanço, enquanto o Safra reforça a leitura de que o banco tende a adotar uma postura mais conservadora em relação ao custo de risco e às despesas.
Nas palavras do Safra, essa postura faz parte da “estratégia gradual do banco para construir um fosso competitivo que permita entregar ROEs mais altos no futuro, embora não necessariamente já em 2026”.
Do lado do crédito, o crescimento da carteira deve desacelerar ligeiramente, segundo o mercado. A expansão do portfólio deve ser puxada principalmente pelas linhas para pessoa física e pequenas e médias empresas (PMEs).
Ainda assim, a expectativa é que a margem financeira com clientes volte a crescer acima da carteira, apoiada pela otimização do funding e por um mix de crédito mais favorável.
Em termos de saúde da carteira, o BofA prevê que a qualidade dos ativos deve permanecer bem controlada, embora o custo de risco possa aumentar de forma moderada.
Para o Itaú BBA, o Bradesco deve entregar um trimestre com “melhora sequencial com boa qualidade”, nas palavras do banco. “A expansão da carteira de crédito, a estabilidade das margens ajustadas ao risco diante de níveis estáveis de inadimplência juntamente com o bom desempenho de serviços e seguros, devem compensar os investimentos contínuos em despesas administrativas”, afirmam os analistas.
Até mesmo a chamada “joia da coroa” pode perder um pouco do brilho no curto prazo. Para o BofA, os resultados da Bradesco Seguros devem desacelerar diante de bases de comparação mais exigentes, embora o crescimento anual ainda deva ficar acima do intervalo de 9% a 13%.
Olhando além do 4T25, o mercado começa a ajustar o foco para 2026. A expectativa é que o próximo guidance indique lucro entre R$ 26 bilhões e R$ 30 bilhões, com rentabilidade variando entre 15% e 17%.
Na leitura do JP Morgan, o crescimento do crédito pode perder fôlego em um ambiente macro mais desafiador, mas a administração segue confiante na capacidade de sustentar a receita.
“Embora o banco esteja confortável com a carteira de crédito, as provisões podem crescer acima do crédito, dado o ambiente macro mais desafiador e uma base de comparação baixa”, avalia o banco norte-americano.
Por sua vez, o Safra estima que provisões e despesas mais altas levem a um lucro líquido médio próximo de R$ 28,2 bilhões em 2026.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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