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TENTATIVA DE RESPIRO

Após rombo bilionário do Master, Banco de Brasília (BRB) tenta captar R$ 8,9 bilhões para reforçar o caixa

Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações

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10 de março de 2026
11:24
Imagem: Reprodução site/Montagem Seu Dinheiro

O Banco de Brasília (BRB) tenta reforçar o caixa após o rombo bilionário ligado ao caso do Banco Master. Em documento divulgado na noite de segunda-feira (9), a estatal propôs um aumento de capital no valor de até R$ 8,86 bilhões, que deve passar por discussão em uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em 18 de março.

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A operação consiste na venda de até 1,68 bilhão de ações ordinárias da companhia, ao preço de R$ 5,29 cada uma. 

O BRB prevê uma subscrição mínima de 100 milhões de ações, o que deve movimentar, no mínimo, R$ 529 milhões. O valor representa um prêmio de 12,8% relação ao preço de fechamento da ação BSLI3, que encerrou o dia a R$ 4,69 no pregão da última segunda (9).

De acordo com o banco, que está nos holofotes do mercado em meio ao caso Master, o aumento de capital proposto tem quatro objetivos:

  • Reforçar a estrutura de capital da companhia;
  • Fortalecer os indicadores prudenciais e patrimoniais do BRB;
  • Assegurar níveis adequados de capitalização e de índice de Basileia; e
  • Ampliar a capacidade de crescimento das operações.

“O aumento resultará na elevação do patrimônio líquido e do patrimônio de referência da companhia, contribuindo para o fortalecimento dos índices de capitalização regulamentares”, disse o BRB.

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O banco acrescenta ainda que a medida reduzirá o grau de alavancagem do conglomerado prudencial, ampliará a capacidade de absorver possíveis perdas esperadas e inesperadas e favorecerá a manutenção do enquadramento prudencial, com reforço para a solidez patrimonial e a confiança do mercado na instituição.

Leia Também

Aumento do capital social do BRB

Se a proposta for aprovada, o capital social do BRB passará dos atuais R$ 2,34 bilhões representados por 320 milhões ações ordinárias e 166 milhões ações preferenciais para:

  • No mínimo, R$ 2,8 bilhões, considerando a subscrição mínima;
  • No máximo, R$ 11,2 bilhões considerando a subscrição máxima — quatro vezes mais que o valor atual.

A quantidade de ações efetivamente subscritas e integralizadas em meio ao aumento de capital será confirmada apenas na homologação do aumento de capital.

Acionistas do BRB terão direito de preferência no aumento de capital, que poderá ser exercido no período de 24 de março a 22 de abril de 2026.

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Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição na participação acionária no capital social total do BRB. O percentual de diluição será de, no máximo:

  • 83,9% em relação às ações ordinárias;
  • 0% em relação às ações preferenciais; e
  • 77,5% em relação a ambas as espécies de ações consideradas em conjunto.

Rombo do Master no BRB

O plano de aumento de capital é parte de um esforço mais amplo para garantir a liquidez e fortalecer o capital do banco, que enfrenta crise de confiança pelo envolvimento com a instituição de Daniel Vorcaro, o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central no ano passado.

O BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos podres do Master e precisa de uma provisão de aproximadamente R$ 8 bilhões em seu balanço para cobrir o rombo e se manter funcionando, conforme  o presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza.

O banco pretende ter a solução até o dia 31 de março, quando apresenta o balanço de 2025, e pretende detalhar o problema deixado pelo Master.

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Uma série de medidas tem sido tomada para fortalecero banco. A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em 3 de março, a autorização para o governo do DF fazer um aporte no BRB a fim de cobrir o rombo deixado na instituição pelas operações com o Banco Master.

O projeto, encaminhado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), autoriza o Distrito Federal a capitalizar o BRB e oferece nove imóveis públicos para serem vendidos, transferidos para o banco, estruturados em um fundo imobiliário e oferecidos como garantia em um empréstimo limitado a R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outros bancos.

*Com informações do Estadão Conteúdo e Money Times

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