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Os acionistas elegeram a nova formação do colegiado, com maioria de membros independentes, reforçando práticas de governança alinhadas ao Novo Mercado da B3
O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) fez mudanças relevantes no estatuto do conselho de administração. Em recuperação extrajudicial, a varejista elegeu os novos membros do conselho, que ficou com sete vagas, abaixo do máximo permitido, de nove.
Em assembleia extraordinária, no dia 27 de março, os acionistas da empresa também decidiram reduzir o mandato dos conselheiros, de dois anos para um ano, sendo permitida a reeleição.
A reunião contou com a participação de acionistas representando 71,94% do capital votante.
As ações da empresa abriram o dia em queda e chegaram a perder mais de 3% do valor. Por volta das 13h30, a queda era de 2,93%. Desde o início de 2026, a queda é de 39,95%.
Segundo o estatuto, o conselho terá no mínimo sete e no máximo nove membros. No entanto, para este ano, foi fixado um conselho com sete membros, que se manterão no cargo até a próxima Assembleia Geral Ordinária da companhia, que irá deliberar sobre as demonstrações financeiras do fim de 2026.
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Os acionistas elegeram a nova formação do colegiado, com maioria de membros independentes, reforçando práticas de governança alinhadas ao Novo Mercado da B3.
Entre os nomes aprovados está o presidente do conselho, André Luiz Coelho Diniz, empresário mineiro e integrante da família controladora da rede de supermercados Coelho Diniz.
Leandro Assis Campos, membro independente e investidor no setor imobiliário e no mercado de capitais, Gustavo Jerônimo Viana Lobato Gonçalves, investidor dos setores imobiliário, mineração e mercado de capitais, o advogado Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes, com experiência em conselhos de administração e comitês em grandes companhias, e Eleazar de Carvalho Filho, no conselho do GPA desde 2012 e sócio fundador da consultoria Virtus BR Partners, também foram reeleitos.
Os franceses Christophe José Hidalgo, que atuou no grupo Exito na Colômbia, subsidiária do Grupo Casino, e Helene Esther Bitton, diretora do Casino, também se mantiveram no conselho.
Os acionistas também rejeitaram, por maioria de votos, a exclusão do Capítulo X do Estatuto Social da companhia. Esse dispositivo obriga a realização uma Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) se alguém adquirir 25% ou mais do capital da companhia, o que foi mantido.
Hoje, o grupo Coelho Diniz detém 24,6% das ações, a Bonsucex Holding e Silvio Tini de Araújo detêm 23%, o Grupo Casino é detentor de 22,5% e os restantes 29,8% estão em circulação no mercado.
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