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Em meio à guerra comercial, Goldman Sachs elege a preferida do setor de siderurgia; com revisão de preço-alvo; confira
Há quase um ano, Donald Trump passaram a taxar todo o aço que entra nos EUA. As tarifas começaram em 25% e chegaram a subir para 50%, representando um dos maiores desafios para o setor siderúrgico brasileiro. Mas nem todo mundo está no mesmo barco, a exemplo da Gerdau (GGBR4).
Enquanto CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) dependem significativamente do mercado dos EUA e foram forçadas a repensar as estratégias de exportação, a Gerdau opera como uma empresa local em território norte-americano.
Nesta terça-feira (17), a companhia pode ter recebido mais uma vantagem competitiva indireta, vinda do tarifaço de Trump.
Em entrevista para a CNBC nesta manhã, o representante comercial dos EUA (USTR, em inglês), Jamieson Greer, afirmou que as tarifas sobre aço e alumínio permanecerão em vigor.
"Talvez podemos ajustar alíquotas para ter maior compliance pelas empresas", disse, ao mesmo tempo em que defendeu como empresas norte-americanas tem se beneficiado de maior exportação para o exterior.
Greer evitou responder diretamente a questões sobre quem estaria lidando com o maior peso das alíquotas sobre bens e descartou preocupações de que as tarifas poderiam estar afetando negativamente a economia.
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"Não sei de onde democratas tiram esses dados. Eles eram a favor de tarifas, antes de Donald Trump defendê-las", disse, citando o presidente norte-americano.
O representante comercial acrescentou que um dos principais pontos em aplicar tarifas é conseguir os fundos necessários para financiar e reduzir o déficit dos EUA.
"Temos o Congresso discutindo também esse uso", afirmou. "Também temos mais mercados abertos para os EUA ao redor do mundo graças a acordos comerciais e inflação em queda. Tarifas tem tido sucesso incrível."
O Goldman Sachs reafirmou na semana passada a preferência por Gerdau, com recomendação compra, mas reduziu o preço-alvo de R$ 25 para R$ 24, diante da exposição a um mercado norte-americano mais resiliente.
As estimativas de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 2025, 2026 e 2027 foram revisadas para baixo em 1%, 2% e 4%, explicadas principalmente por resultados mais fracos no Brasil devido a custos mais elevados, parcialmente compensados por preços maiores.
As operações na América do Norte também devem pesar negativamente em 2027, pois custos mais altos mais do que compensam os preços maiores.
No caso da Usiminas, o Goldman Sachs manteve a recomendação neutra e elevou o preço-alvo de R$ 5,20 para R$ 5,80 por ação.
Para CSN, o banco seguiu com a recomendação de venda e reduziu o preço-alvo de R$ 7,90 para R$ 7,50 por ação. O mesmo para a CSN Mineração, com indicação de venda e preço-alvo reduzido de R$ 5,20 para R$ 5,00.
Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4
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