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O ex-diretor do Copom espera que um primeiro corte venha em março ou abril, quando a expectativa de inflação futura chegar, enfim, aos 3%
A primeira decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), nesta quarta-feira (28), chega em meio a uma grande expectativa dos agentes financeiros em relação ao início do corte nos juros básicos, que estão atualmente em 15% ao ano.
Até novembro, grande parte do mercado esperava uma taxa Selic menor já em janeiro. Contudo, essa possibilidade se dissipou após a última reunião do Copom, em dezembro, quando o comitê reiterou sua estratégia de juros altos por tempo prolongado — e não deu qualquer sinal de flexibilização no curto prazo.
Logo, as apostas de corte em janeiro foram adiadas para março. Pouquíssimos economistas mantiveram suas esperanças na reunião de hoje.
Para Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, cortar a Selic em janeiro nunca foi uma possibilidade. Em sua visão, as condições adequadas para o início do ciclo de cortes só estarão postas entre março e abril.
O ponto central dessa análise é a postura da diretoria da autoridade monetária, com destaque para o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Volpon acredita que Galípolo "realmente tem a intenção” de entregar a inflação na meta de 3% ao ano.
Pode parecer estranho, já que esse é o mandato do Banco Central do Brasil. No entanto, ele pontua que a postura do atual presidente denota um tom de maior rigor técnico em comparação a gestões passadas.
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“É diferente de outras gestões, que ficariam felizes se a inflação ficasse dentro da banda de tolerância, mas não necessariamente cravada na meta”, disse Volpon em entrevista ao Seu Dinheiro.
“Eu acho que o Galípolo tem sinalizado consistentemente e tem agido para sustentar essa sinalização, de que ele realmente quer entregar a inflação em 3%.”
Neste momento, os diretores do Copom precisam julgar indicadores que caminham em direções opostas e fazer a "correlação de forças", segundo Volpon.
Do lado positivo, três fatores contribuem para o início da flexibilização dos juros (em março, não hoje, segundo o ex-diretor):
Entretanto, existem obstáculos significativos que puxam no sentido oposto, de manter a Selic em 15% ao ano. Para Volpon, os principais vetores negativos são a política econômica do atual governo e o mercado de trabalho pujante.
Com a taxa de desemprego na mínima histórica, a inflação de serviços continua em níveis muito altos. A inflação de serviços inclui aumentos em mensalidades escolares, consultas médicas, serviços de transporte, salões de beleza, entre outros itens ligados ao dia a dia da população.
Enquanto bens materiais e alimentos apresentam uma inflação mais controlada, serviços continuam fortes — assim como o mercado de trabalho, em geral.
“A atividade começou a desacelerar, mas ainda há muita pressão no setor de serviços. Não é um quadro que está gritando para cortar juros imediatamente. Não há nenhuma emergência ou sinal de desaceleração aguda que levaria o Banco Central a apressar o corte nos juros”, diz Volpon.
Em última análise, o economista avalia que, por enquanto, as forças positivas estão se sobressaindo, o que garante que o ciclo de queda começará em breve.
“O debate atual não é se os juros vão baixar, mas a velocidade com que o BC poderá agir sem comprometer a meta de 3%”, diz o ex-diretor.
Embora Volpon não acredite em um primeiro ajuste na Selic hoje (28), a reunião desta quarta-feira é importante por causa do comunicado.
Galípolo afirmou em mais de uma ocasião no final do ano passado que o BC não tem nenhuma obrigação de sinalizar o corte na Selic antecipadamente. Entretanto, Volpon acredita a reunião de janeiro será para preparar o terreno.
“Eu acho que eles têm que sinalizar isso em janeiro. Seria um 'cavalo de pau’ na comunicação se eles não mudassem a linguagem e cortassem na reunião seguinte. Galípolo falou que eles não estão presos, que não há necessidade de pré-anunciar esse corte, mas é um procedimento corriqueiro, seguido por muitos bancos centrais. Eu não vejo razão para não fazer isso”, afirmou o ex-diretor do BC.
Não havendo essa sinalização, Volpon afirma que as apostas dos agentes financeiros devem se deslocar para abril.
A grande questão são as eleições no meio do caminho — e a possibilidade de a decisão do pleito presidencial afetar a política monetária a partir de 2027.
Volpon afirma que o governo atual acredita muito no modelo de redistribuição de renda, mas menospreza ou não reconhece os efeitos negativos sobre o equilíbrio econômico, “inclusive a necessidade de ter uma taxa de juros muito mais alta como consequência dessa política”.
No caso de uma reeleição do Lula, ele espera a continuidade desse padrão. Diante disso, o economista espera que o Copom adote um "compasso de espera".
Existe a possibilidade de o BC realizar cortes até chegar a um patamar de 12,5% e pausar durante o período eleitoral. Isso permitiria à autoridade monetária avaliar como o mercado reagirá ao resultado das urnas e se o governo, seja ele qual for, terá disposição para realizar ajustes nos gastos ou manterá a atual trajetória fiscal.

Atualmente o Banco Central enfrenta pressões externas devido à liquidação do Banco Master e crises institucionais que ganharam os holofotes.
Questionado se esse tipo de barulho poderia influenciar a reunião do Copom, Volpon foi enfático: "Zero influência".
Ele reconhece que o caso possui aspectos negativos para a imagem da instituição, mas garante que isso não impacta a decisão técnica sobre a taxa de juros.
Um problema mais silencioso, porém, "bastante ruim", é a vacância de duas cadeiras nas diretorias do BC. Dois diretores encerraram seus mandatos em dezembro e ainda não foram substituídos.
Volpon avalia que o governo pode estar segurando as indicações até “essa poeira do Master baixar". Isso porque, as indicações à diretoria do BC passam por sabatina no Senado, onde o foco poderia se concentrar nas polêmicas recentes, e não em aspectos técnicos do cargo.
Apesar de essa falta de nomes ser prejudicial institucionalmente, o Banco Central possui mecanismos para não paralisar seus trabalhos. Paulo Picchetti está temporariamente acumulando a diretoria de assuntos internacionais e a diretoria de política econômica, que era de Diogo Guillen.
Já Gilneu Vivan está à frente da diretoria de organização do sistema financeiro, que era de Renato Gomes, além da sua diretoria de regulação original.
No entanto, quando ambos os diretores estiverem à mesa do Copom, cada voto será único, não dobrado — o que reforça a tese de o corte ficar para março, quando todas as cadeiras estiverem preenchidas, se é que estarão.
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