Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Seu Dinheiro

Seu Dinheiro

No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
9 de março de 2026
18:29 - atualizado às 17:20
Imagem criada por IA mostra uma onda de petróleo, com barris, no mar
Imagem criada por inteligência artificial - Imagem: ChatGPT

Os investidores abriram os olhos nesta segunda-feira (9) e deram de cara com o petróleo encostando em US$ 120 logo no começo das negociações, no maior nível desde 2022. Se, na sexta-feira (6), a grande pergunta era se o barril poderia chegar aos US$ 100, agora a dúvida é até onde as cotações da commodity podem ir em meio à escalada do conflito entre EUA e Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora haja muita dúvida — inclusive sobre a extensão da guerra — uma coisa é consenso entre os especialistas: os preços do petróleo devem continuar em alta no curto prazo.  

“Sem clareza sobre a duração do conflito no Oriente Médio — nem sobre o grau de interrupção no Estreito de Ormuz — preferimos cautela em relação a apostar em uma reversão da recente queda dos mercados”, afirmam os analistas do UBS BB.  

Na visão deles, apesar do prêmio de risco substancial já incorporado aos preços de energia, a volatilidade permanece relativamente baixa, deixando espaço para que as condições piorem antes de melhorar. 

O time de análise do BTG Pactual considera que os preços do petróleo devem manter a trajetória de forte alta em, pelo menos, três condições:  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Intensificação dos ataques à infraestrutura energética (como refinarias, terminais e campos de petróleo);  
  • Continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz — apesar de alguns navios chineses transportando petróleo iraniano ainda conseguirem atravessar; e  
  • Paralisações de produção em vários países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), incluindo Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, à medida que o armazenamento em terra também se torna um problema. 

Para o time do BTG, apesar de o preço já apresentar um movimento “bastante esticado”, ainda não há sinais claros de uma reversão do fluxo comprador.  

Leia Também

Já para o analista Jorge Gabrich, do Scotiabank, os preços do petróleo podem começar a se acomodar nas próximas semanas, “caso o mercado se convença de que o conflito não se ampliará para uma guerra regional envolvendo infraestrutura do Golfo ou o Estreito de Ormuz”. 

Nesta segunda-feira (9), o petróleo WTI — referência para o mercado norte-americano — para abril fechou em alta de 4,3% (US$ 3,87), a US$ 94,77 barril. Já o Brent — a referência do mercado internacional e da Petrobras (PETR4) — para maio subiu 6,8% (US$ 6,27), a US$ 98,96 o barril.

Alta do preço do petróleo com as tensões no Oriente Médio

Nas máximas da sessão, os barris do WTI e do Brent chegaram aos US$ 119, maior nível desde junho de 2022, depois que países árabes do Golfo reduziram a produção devido ao fechamento do Estreito de Ormuz por ameaças iranianas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação na região se agravou depois que, no domingo (8), o Irã nomeou Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei — morto nos ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro —, como líder supremo, sinalizando que os linha-dura continuam firmemente no comando em Teerã. 

A escolha foi feita sem a participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia dito que gostaria de participar da decisão. Mais tarde, o republicano disse que a nomeação de Mojtaba seria “inaceitável”. 

Do lado da produção de petróleo, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos anunciaram que reduziram a oferta devido à falta de espaço para armazenamento, já que os barris não estão sendo escoados pelo Estreito de Ormuz desde o último dia 28.

A Saudi Aramco, maior produtora do petróleo do mundo, por sua vez, ofereceu fornecimento imediato de petróleo por meio de uma série de licitações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia tem redirecionado cargas do óleo bruto para instalações no Mar Vermelho, na costa oeste da Arábia Saudaita, para evitar a região do Estreito de Ormuz. 

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e responsável pelo escoamento de cerca de um quinto do comércio mundial do óleo bruto. 

O histórico da alta do petróleo

Após a invasão do Kuwait pelo Iraque em 2 de agosto de 1990, o Brent disparou para mais de US$ 40 e atingiu média de US$ 36 em outubro de 1990.

E mesmo antes do início da Operação Tempestade no Deserto, os preços começaram a cair quando ficou claro que o conflito não se transformaria em uma guerra regional ampla.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brent caiu para menos de US$ 20 em fevereiro de 1991, um mês após o início da operação, embora a produção dos dois países ainda estivesse próxima de zero. 

Já antes da Guerra no Iraque, também conhecida como a Segunda Guerra do Golfo, o Brent subiu cerca de 14% entre novembro de 2002 e fevereiro de 2003.

Depois do início do conflito, em março, os preços caíram cerca de 24%, com média de US$ 25 em abril, enquanto a produção iraquiana permanecia muito baixa. 

No conflito atual, na visão do analista Jorge Gabrich, do Scotiabank, o mercado do petróleo já antecipava a possibilidade de ataques no Irã, com a alta de cerca de 18% entre meados de dezembro e final de fevereiro.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Risco de choque de petróleo à la 1973 está na mesa?  

Segundo o analista da Empiricus, Matheus Spiess, apesar da escalada das tensões, o cenário atual não apresenta um risco de choque do petróleo nos moldes da década de 1970.  

“Desde então, a economia global tornou-se relativamente menos dependente da commodity e o fluxo energético mundial tornou-se relativamente menos dependente do Estreito de Ormuz”, afirmou.

Para Spiess, embora o preço do barril tenha avançado de forma expressiva nas últimas semanas, a magnitude do movimento ainda está distante da reação observada naquele período.

“Ainda assim, o cenário atual não deve ser minimizado”, disse.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O analista ainda afirma que, mesmo sem repetir o choque dos anos 1970, as tensões geopolíticas no Oriente Médio podem gerar impactos sobre inflação, expectativas e, consequentemente, o comportamento dos ativos globais.   

Na mesma linha, a XP considera que o conflito “provavelmente” impulsionará ainda mais o sentimento de aversão a risco nos mercados globais.  

Os preços mais elevados da energia também devem acelerar a inflação nas principais economias do mundo e, assim, reduzir a margem para cortes nas taxas de juros. A disparada dos preços do petróleo também poderá desacelerar a atividade econômica global.  

No caso do Brasil, especificamente, o petróleo representa uma parcela “significativa” do Produto Interno Bruto (PIB) e das receitas do governo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações do Money Times

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CLIMA BAIXO ASTRAL

A Selic não caiu como Fred Trajano esperava: CEO do Magazine Luiza (MGLU3) comenta balanço fraco e aposta em virada no 2T26

8 de maio de 2026 - 11:51

Em teleconferência nesta sexta-feira (8), o CEO do Magazine Luiza comentou sobre o cenário macro, que segue pressionando a empresa e é um dos grandes fatores pelos quais ele não topa entrar na guerra dos preços online

FIM DA SECA DE IPOS

Compass precifica IPO em R$ 28 e pode levantar cerca de R$ 3,2 bilhões; quem é a gigante do gás, que pode estar presente na sua casa

8 de maio de 2026 - 9:22

A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano

VAI VOLTAR A BRILHAR

Por que este ex-economista do Fed aposta no ouro mesmo após o tombo com a guerra

8 de maio de 2026 - 7:30

Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada

BALANÇO 1T26

“Não poderíamos estar mais preparados” — presidente da Azul (AZUL3) comenta impacto da guerra; aérea quase zera o prejuízo

7 de maio de 2026 - 12:58

Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio

FIM DO JEJUM

O que esperar da estreia da Compass (PASS3), o primeiro IPO da B3 em quase 5 anos e que pode movimentar até R$ 2,9 bilhões

7 de maio de 2026 - 9:31

A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia

FII DO MÊS

Fundo imobiliário de shopping rouba a cena com dividend yield de 11% e lidera recomendações para investir em maio; confira o ranking completo

7 de maio de 2026 - 6:02

Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa

VENTOS DE FORA

O que está por trás da subida de 4% da Vale (VALE3) hoje? BTG eleva preço-alvo

6 de maio de 2026 - 16:54

Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026

MERCADOS HOJE

Entre a paz e a pólvora: Ibovespa sobe no meio de um cabo de guerra que derruba o petróleo e a Petrobras (PETR4); dólar segue sob pressão

6 de maio de 2026 - 13:33

O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia