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Giovanna Figueredo

Giovanna Figueredo

Repórter do Seu Dinheiro com cobertura focada em mercado imobiliário, pequenas e médias empresas e temas ESG. Formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA‑USP).

SUCESSOR DO ORÁCULO DE OMAHA

Novo CEO da Berkshire Hathaway destaca 4 ações favoritas na primeira carta pós era Warren Buffett

Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio

Giovanna Figueredo
Giovanna Figueredo
2 de março de 2026
13:10 - atualizado às 12:45
Greg Abel, CEO da Berkshire Hathaway e sucessor de Warren Buffett
Imagem: CNBC/iStock/Diego Thomazini - Montagem: Giovanna Figueredo

Warren Buffett é, obviamente, alguém muito difícil de substituir. Foi isso que Greg Abel, CEO da Berkshire Hathaway desde o início do ano, afirmou na página inicial da tradicional carta anual da empresa. Produzido pela primeira vez por Abel, o documento publicado no fim de semana reforçou o legado do Oráculo de Omaha e destacou quatro ações que podem ficar para sempre no portfólio da companhia.

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A carteira de ações da Berkshire Hathaway tem aproximadamente US$ 300 bilhões em ativos — equivalente a cerca de R$ 1,5 trilhão na cotação atual — e sempre serviu como um guia para investidores saberem onde o megainvestidor Buffett estava mirando.

O atual CEO destaca que a Berkshire continuará com os mesmos princípios: modelo descentralizado, integridade, força financeira, disciplina de capital, gestão de riscos e excelência operacional.

Além disso, Abel ressaltou a participação em quatro investimentos já de longa data no portfólio da holding. O executivo afirmou que a Apple, American Express, Coca-Cola e Moody’s continuam como as favoritas:

Segundo ele, a maior parte do portfólio está concentrada em um pequeno grupo de empresas norte-americanas. “São negócios que entendemos profundamente, admiramos a liderança e acreditamos que devem compor valor por décadas.”

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Na carta, o CEO explica que a concentração nessas empresas continuará e que os ajustes devem ser pontuais, “embora possam alterar significativamente uma participação se observarmos mudanças fundamentais em suas perspectivas econômicas de longo prazo”.

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EmpresaAçãoPercentual que a Berkshire detém da companhia
AppleAAPL1,6%
American ExpressAXP22,1%
Coca-ColaKO9,3%
Moody’sMCO13,9%

Berkshire investe nessas empresas há décadas

A American Express e Coca-Cola compõem o portfólio há quase 40 anos. Já a Moody’s está na carteira desde 2000, enquanto a Apple é a aquisição mais recente da carteira, presente há uma década.

Desde o início da participação nessas ações, a Berkshire já capturou retornos expressivos, com destaque para a American Express, que valorizou mais de 6.000% no período.

A carta anual também destaca os investimentos da empresa no Japão. De acordo com Abel, os ativos japoneses são “comparáveis ​​às principais participações nos EUA em termos de importância e oportunidade de criação de valor a longo prazo”.

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Os nomes que compõem o portfólio são Mitsubishi, ITOCHU, Mitsui & Co, Marubeni e Sumitomo:

EmpresaAçãoPercentual que a Berkshire detém da companhia
Mitsubishi805810,8%
ITOCHU800110,1%
Mitsui & Co803110,4%
Marubeni80029,8%
Sumitomo80539,7%

Somando as posições nas empresas japonesas e nas quatro favoritas dos Estados Unidos, o valor de mercado chega a US$ 194 bilhões, quase dois terços do portfólio de ações da Berkshire Hathaway, de US$ 297,8 bilhões.

Ao longo de 2025, essas companhias geraram dividendos de US$ 2,5 bilhões para a holding.

Abel afirma que a holding também tem posições significativas em poucas outras empresas, mas as alterações na alocação desses ativos têm sido mais frequentes. Ele não descarta a possibilidade de esses ativos serem mais relevantes dentro da companhia ao longo do tempo.

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Buffett continua por perto

Buffett ainda atua na Berkshire Hathaway, apesar de ter se aposentado no cargo de CEO. O megainvestidor, hoje com 95 anos, ficou à frente da holding por seis décadas e continua como membro do Conselho da companhia.

Em carta, Abel explica que Buffett permanece como acionista da Berkshire e frequenta o escritório cinco dias por semana, “disponível enquanto subscrevemos seguros, operamos negócios não relacionados a seguros e alocamos capital, incluindo investimentos em ações”.

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