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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

Carolina Gama
9 de março de 2026
18:00 - atualizado às 16:23
Montagem da bandeira dos EUA, do Brasil e do Irã
Bandeiras dos EUA, Brasil e Irã - Imagem: ChatGPT

Se o Oriente Médio virou palco de uma guerra que está derrubando as bolsas mundo afora e fazendo os preços do petróleo dispararem, a B3 é refúgio. Segundo o UBS, entre os mercados emergentes, o Brasil parece ser um dos menos expostos aos riscos do conflito.

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A tese do banco é sustentada por dois pilares que agradam os investidores: superávit de petróleo e taxas de juros reais próximas das máximas históricas. Entre os riscos, o fiscal — que, embora monitorado, cresce de forma mais acelerada em outros pares emergentes.

    O veredito do UBS é claro: o banco mantém posição comprada (apostando na alta) em câmbio, juros e ações brasileiras.

    Brasil, um porto seguro — Ásia, um barril de pólvora

    Se o Brasil é um porto seguro para os investimentos neste momento, a Ásia emergente tende a ser a região mais diretamente exposta ao conflito no Oriente Médio, segundo o UBS, já que 73% do petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz é destinado à região.

    O banco ressalta ainda que entre 40% e 70% do suprimento da commodity em Índia, Coreia do Sul e Tailândia passa pelo Estreito de Ormuz.

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    “Já vemos sinais de interrupções de oferta que podem afetar a produção industrial em partes da Ásia. Por exemplo, alguns fornecedores de gás na Índia começaram a restringir o fornecimento para a indústria, e Bangladesh fechou quatro de suas cinco fábricas de fertilizantes devido à escassez de gás”, diz o relatório.

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    EUA ganham com o conflito?

    Os EUA tendem a se destacar caso a situação no Oriente Médio se intensifique, segundo o UBS. Isso ocorre porque a economia norte-americana é menos impactada pelo conflito, por ser exportadora líquida de petróleo.

    Além disso, o banco destaca que os EUA tendem a superar outros mercados caso o crescimento global desacelere e fique abaixo de 3,5%, já que apresentam a menor alavancagem operacional.

    “Historicamente, os mercados que mais sofrem em choques de petróleo impulsionados pelo lado da oferta são o Japão e os mercados emergentes importadores de petróleo”, explica.

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    Caso o conflito seja de curta duração e os preços do gás e do petróleo voltem a cair, conforme estimativas do banco, isso tende a reforçar a recomendação de compra em ações de mercados emergentes. De qualquer forma, segundo o UBS, o Brasil parece estar bem posicionado.

    *Com informações do Money Times

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