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Dani Alvarenga

Repórter de fundos imobiliários e finanças pessoais no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).

PRÉVIA OPERACIONAL

Cury (CURY3) bate recorde de geração de caixa no 3T25, e quem sai ganhando são os acionistas; saiba o que esperar agora, segundo o vice-presidente

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Leonardo Mesquita comentou sobre os resultados da prévia operacional do terceiro trimestre e indicou o foco da empresa para o fim deste ano

Dani Alvarenga
9 de outubro de 2025
18:16
Logotipo da construtora Cury (CURY3)
A Cury (CURY3) é uma construtora com mais de 60 anos de história e experiência no mercado - Imagem: Divulgação

Após completar cinco anos desde o IPO na bolsa brasileira, a Cury (CURY3) ganhou mais um motivo para comemorar. A construtora apresentou mais um trimestre de recordes, segundo a prévia operacional do 3T25, divulgada há pouco.

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Segundo Leonardo Mesquita, vice-presidente da empresa, o destaque do trimestre ficou por conta da geração de caixa, que atingiu R$ 233,1 milhões, acima das expectativas da própria Cury. 

“Os números operacionais estão dentro do esperado, mas o resultado da geração de caixa foi até acima do que a gente imaginava”, afirmou o executivo.

Em entrevista ao Seu Dinheiro, o vice-presidente da Cury comentou sobre os resultados da prévia operacional do terceiro trimestre e indicou o foco da empresa a partir de agora. 

“Nossa perspectiva é focar tanto em venda quanto repasse para que a gente consiga continuar tendo esses números em relação à geração de caixa e VSO [Vendas Sobre Oferta, medidor da velocidade de vendas], que fazem com que a empresa tenha a eficiência dos últimos anos”, revelou.

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Novos recordes da Cury

Segundo o vice-presidente da construtora, o recorde registrado na geração de caixa vem na esteira de uma “organização da casa”. Isso porque a Caixa Econômica Federal fez ajustes no modelo de repasse e recebimento no ano passado, passando a exigir o registro dos contratos.

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“A gente conseguiu colocar tudo em ordem e começar a ter essa mudança dentro da nossa operação, o que se refletiu no resultado deste trimestre”, afirmou Mesquita. Além disso, o executivo avalia que a Cury contou com um volume muito bom de registro de contratos no cartório.

Segundo o documento da prévia operacional, este é o 26º trimestre seguido de geração de caixa crescente, o que, na visão do vice-presidente, demonstra a eficiência operacional da empresa.

Mas não é apenas a geração de caixa que chama atenção. A construtora focada em imóveis para as faixas mais altas do programa Minha Casa Minha Vida também atingiu recorde de produção, com 4.908 unidades nos últimos três meses. 

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O resultado representa um aumento de 21,3% em relação ao trimestre anterior e de 17,8% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo Mesquita, o bom resultado no período foi impulsionado pelo crescimento de lançamentos nos anos anteriores. “A engenharia costuma sempre estar um pouco atrás em relação a vendas e lançamentos”, disse o vice-presidente.

Além disso, a Cury bateu recorde de banco de terrenos (landbank), atingindo R$ 23,3 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 10,6% frente ao período anterior e de 19,6% contra o penúltimo trimestre de 2024.

Na visão do vice-presidente da companhia, o resultado do landbank traz mais assertividade para as operações da Cury. “O grande ponto de chegar a esse volume é conseguir ser cada vez mais seletivo e trazer terrenos muito bem posicionados para compor o nosso landbank, sem a necessidade de fazer nenhum tipo de aquisição equivocada”, avaliou.

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Questão de estratégia: os pontos negativos da prévia operacional do 3T25

Porém, não são apenas números positivos que compõem os resultados da construtora. A Cury registrou R$ 1,98 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos, o que indica uma queda de 10,7% em relação ao trimestre anterior. Já na comparação com o ano passado, o montante representa um aumento de 27,3%.

Mesquita avalia que o resultado faz parte da estratégia da Cury, que aposta em iniciar o ano com um maior volume de lançamentos e reduzi-los durante o ano. “Essa diminuição em relação ao trimestre passado era totalmente planejada e já havia sido anunciado que aconteceria”, afirma.

Já as vendas líquidas da construtora atingiram R$ 1,82 bi, também indicando queda em relação ao trimestre anterior. O resultado foi 19,2% menor do que o registrado no período passado. Na comparação anual, no entanto, o montante representa um aumento de 27,1%.

Além disso, a Cury também apresentou uma redução no preço médio por unidade, que caiu 13,7% em relação ao trimestre anterior e 3,6% na comparação anual.

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Porém, esse resultado deve mudar em breve. Mesquita avalia que os preços devem voltar a subir e explica que a queda registrada nos últimos três meses foi gerada por uma variação no mix de produtos no período, que contou com volume um pouco maior em algumas faixas menores do programa Minha Casa Minha Vida.

De olho nos dividendos: o que esperar da Cury daqui para frente?

Com o fim do ano se aproximando, a construtora começa a colher os frutos dos esforços feitos durante o primeiro semestre — e quem se dá bem com isso são os investidores.

Segundo Mesquita, a estratégia de iniciar o ano com um maior número de lançamentos e focar na geração de caixa e no indicador de Vendas Sobre Oferta (VSO) a partir do segundo semestre vem gerando maiores retornos aos acionistas.

No fim de setembro, a Cury distribuiu R$ 200 milhões de dividendos aos investidores, o que equivale a R$ 0,6852246328 por ação ordinária.

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Também presente na entrevista ao Seu Dinheiro, Nádia Santos, gerente de relações com investidores da construtora, destacou que a empresa registrou um total de R$ 530 milhões em proventos distribuídos, o que representa 80% do lucro de 2024. 

“A nossa estratégia busca também usar essa geração de caixa para pagamento de dividendos, que a gente já tem feito consistentemente nos últimos anos”, afirmou Santos.

Além da distribuição de proventos, há também um outro impacto positivo para os investidores que já entrou no radar da Cury: a queda dos juros.

Com as perspectivas de que o Banco Central (BC) reduza a taxa Selic a partir do início de 2026, o vice-presidente avalia que o mercado imobiliário se torna mais atraente para os investidores, o que é positivo para o setor como um todo.

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