🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Dani Alvarenga

Repórter de fundos imobiliários e finanças pessoais no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).

PONTO DE VIRADA

Governo Lula repete os passos da era Dilma, diz ex-BC Alexandre Schwartsman: “gestão atual não tem condição de fazer reformas estruturais”

Para “arrumar a casa” e reduzir a taxa de juros, Schwartsman indica que o governo precisa promover reformas estruturais que ataquem a raiz do problema fiscal

Dani Alvarenga
12 de novembro de 2025
14:11 - atualizado às 12:58
Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. - Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Taxa de desemprego nas mínimas históricas. Aumento de gastos com políticas sociais. Uma reeleição apertada. Soa familiar? Se você pensou no cenário econômico e político atual, não é apenas coincidência. Embora se trate de características do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman, vê o governo Lula seguindo os mesmos passos da gestão de dez anos atrás.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante a campanha eleitoral de 2014, a petista usou as políticas públicas como principal bandeira enquanto advertia os brasileiros para o risco de aumento dos juros caso Aécio Neves vencesse a disputa.

Porém, a necessidade de equilibrar as contas governamentais, uma hora ou outra, bate à porta, e Dilma se deparou com um aumento da taxa Selic logo após a reeleição.

Alexandre Schwartsman, consultor e ex-diretor do Banco Central
Alexandre Schwartsman, consultor e ex-diretor do Banco Central

O problema é que o governo já não contava com o capital político para fazer essa mudança: além de ser reeleita com um discurso contrário, Dilma não tinha mais o apoio do Congresso. E é exatamente nesses dois pontos que Schwartsman vê o atual governo de Lula repetindo a história.

“O país entrou em recessão porque precisava fazer um ajuste fiscal e todo mundo entendeu que aquele governo não tinha a menor condição”, avaliou o ex-presidente do BC no evento Ponto de Virada, realizado pelo Itaú Unibanco. “Se reeleito, o governo atual também não tem a menor condição de fazer um ajuste fiscal”, completou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lula rumo à Era Dilma

Atualmente, a taxa básica de juros encontra-se em 15% ao ano — o que não agrada a ninguém. Com os juros altos, fica mais difícil financiar imóveis, pagar dívidas, e o apetite dos investidores em relação aos ativos de risco é drenado. Schwartsman também sente um desconforto com a Selic em suas máximas históricas.

Leia Também

Porém, o economista não vê outra saída. “A inflação ainda está acima da meta, e o motivo é o fato de que a economia brasileira vive numa situação de sobreaquecimento”, afirmou Schwartsman durante o evento.

Um dos sinais de que o Banco Central precisa seguir puxando as rédeas é o mercado de trabalho, com o desemprego no menor nível da série histórica. “Isso sugere uma economia que cresce além do que ela consegue sustentar. O BC precisa ver indicações de que a economia está desacelerando”, opinou o ex-diretor da autarquia.

Embora o economista avalie que o BC deve reduzir os juros no início de 2026, ele ressalta que o Banco Central ainda precisa ver sinais de um arrefecimento e foi categórico: para que os juros caiam no Brasil, a taxa de desemprego vai ter que subir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, Schwartsman vê as eleições do ano que vem como um obstáculo. Isso porque o governo Lula tem o aumento dos gastos governamentais como um dos seus pilares, o que costuma aquecer a economia

Enquanto isso, o equilíbrio fiscal fica em segundo plano, e o endividamento brasileiro entra no que o ex-BC avalia como “trajetória insustentável”.

“O Brasil não tem um histórico elevado de pagamento das suas dívidas e, com a trajetória crescente de endividamento, há cobrança de um prêmio maior de risco. Então, a taxa de juros neutra, ou seja, a taxa que é consistente com a economia operando em equilíbrio, sobe. Quanto mais alta a taxa neutra, mais acima dela a Selic precisa estar”, afirmou.

Com o aumento das contas públicas, juros em máximas históricas e a reeleição no horizonte, Schwartsman vê Lula colocar o país à beira do precipício da recessão, repetindo os passos da Era Dilma. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Não estamos falando de 50 anos atrás, mas de dez. O governo Dilma tentou uma mudança de rota para a austeridade fiscal e mergulhou o país em uma recessão de dois anos”, relembrou o economista.

LEIA TAMBÉM: Quer saber onde investir com mais segurança? Confira as recomendações exclusivas do BTG Pactual liberadas como cortesia do Seu Dinheiro

Além de evitar os erros da Era Dilma, o que falta para a Selic cair?

Para “arrumar a casa” e reduzir a taxa de juros neutra, Schwartsman indica que o governo precisa promover reformas estruturais que ataquem a raiz do problema fiscal. 

Como mais de 95% do orçamento brasileiro é composto por gastos obrigatórios, o economista avalia que é necessário reduzir o ritmo do crescimento dessas despesas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Schwartsman, entre as principais mudanças propostas, ele vê a importância de uma reforma da Previdência, com aumento da idade de aposentadoria e maior unificação entre os regimes — incluindo os militares.

O economista também destaca a necessidade de reforma do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo por mês a idosos e pessoas com deficiência. Na visão do ex-diretor do BC, é preciso alterar os critérios de elegibilidade.

Schwartsman vê ainda problemas na interferência do Judiciário em decisões sobre os gastos públicos. Para ele, é importante limitar a capacidade de estender benefícios aos cidadãos através de ações judiciais.

Porém, o destaque para o economista é a revogação do Teto de Gastos, já que o novo arcabouço fiscal eliminou a determinação que desvinculava a receita dos gastos públicos com saúde e educação. Assim, quando a receita aumentava, o governo não era obrigado a ampliar as despesas com esses dois setores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, Schwartsman destaca a necessidade de uma reforma administrativa. “Se está sendo exigido que toda a sociedade faça sacrifícios, não é justo que certos segmentos do funcionalismo, que são extraordinariamente beneficiados, não o façam”, afirmou.

Embora assuma que este é um tema delicado, o ex-diretor do BC ressalta que também é preciso uma reforma sobre o gasto social. Schwartsman ressalta que ele é a favor de uma rede de proteção para as camadas da população mais vulneráveis, mas que o gasto deve ser redesenhado.

E o dólar?

Questionado sobre a trajetória da moeda norte-americana, Schwartsman afirmou que a maior parte da valorização do real frente ao dólar observada recentemente ocorreu por conta do enfraquecimento global da moeda.

Segundo o economista, a queda dos juros nos EUA pressionou o dólar mundialmente. Porém, daqui para frente, a dinâmica do câmbio dependerá da política interna, já que Schwartsman avalia que a alteração da política monetária norte-americana já está precificada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com as eleições no radar e as dificuldades orçamentárias, o ex-diretor do BC avalia que o cenário doméstico vai pressionar o dólar.

“Se a perspectiva de reeleição do atual governo for muito forte, vai pressionar o dólar, porque é um fundamento doméstico, não é internacional. Diz respeito à percepção de se o Brasil é capaz ou não de resolver o seu problema interno”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXTRATO DISPONÍVEL

INSS libera extrato de janeiro com reajuste e isenção do Imposto de Renda, mas suspende atendimento presencial e serviços digitais; entenda

21 de janeiro de 2026 - 10:26

Pagamentos começam em 26 de janeiro; sistemas do Meu INSS ficam indisponíveis por três dias para atualização

INSPIRAÇÃO CAMPEÃ

Inspirado em Ayrton Senna, Bortoleto já tem seu capacete para correr na F1 2026

21 de janeiro de 2026 - 9:19

Gabriel Bortoleto revelou o design que usará em seu segundo ano na Fórmula 1, mantendo as cores verde, amarelo e azul e inspiração em Ayrton Senna

BRILHOU SOZINHA, MAS...

Lotofácil 3592: 1 bilhete premiado, 26 ganhadores, nenhum milionário; Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 55 milhões

21 de janeiro de 2026 - 6:47

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na faixa principal na terça-feira. O bilhete premiado foi um bolão com dezenas de participantes.

CADA VEZ MAIS RICO

Até onde vai a maior fortuna da história? Elon Musk testa um novo patamar e se aproxima dos US$ 800 bilhões

20 de janeiro de 2026 - 10:46

Valorização da xAI impulsionou o patrimônio de Elon Musk, que chegou a se aproximar dos US$ 800 bilhões antes de nova atualização dos números.

JÁ COMEÇOU

SUS: vacina brasileira contra a dengue já começou a ser aplicada em três cidades; veja a próxima etapa

20 de janeiro de 2026 - 8:31

Imunizante totalmente nacional, de dose única, estreia em municípios-piloto e pode mudar a estratégia do Brasil contra uma das doenças mais persistentes do país

PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO

Na traaaave! Lotofácil, Quina e demais loterias da Caixa iniciam semana sem ganhadores; prêmios inflam

20 de janeiro de 2026 - 7:01

Depois de acumular no primeiro sorteio da semana, a Lotofácil pode pagar nesta terça-feira (20) o segundo maior prêmio da rodada das loterias da Caixa — ou o maior, se ela sair sem que ninguém acerte a Mega-Sena

A BOLSA NUNCA DORME

Bolsa aberta 24 horas por dia? Nyse prepara plataforma para negociar ações e ETFs tokenizados sem parar

19 de janeiro de 2026 - 19:28

Wall Street desenvolve plataforma em blockchain para ações tokenizadas e dividendos on-chain; entenda

FECHOU O CERCO?

STF manda bloquear patrimônio de Nelson Tanure em investigação sobre o Banco Master

19 de janeiro de 2026 - 16:03

Segundo a Folha, Dias Toffoli determinou o bloqueio do patrimônio de Nelson Tanure em meio às investigações que apuram supostas fraudes ligadas ao Banco Master

CINEMA

Zootopia 2: Animação da Disney supera bilheteria de Divertida Mente 2, mas não alcança produção chinesa (ainda)

19 de janeiro de 2026 - 14:11

Continuação de Zootopia arrecadou US$ 1,7 bilhão enquanto animação chinesa lucrou US$ 2,25 bilhões

ESG

Cortes de geração, dificuldades de conexão e alta do dólar: mercado de energia solar cai 29% no Brasil 

19 de janeiro de 2026 - 13:20

A potência adicionada no País, que considera tanto as grandes usinas quanto os sistemas de pequeno porte instalados em telhados e terrenos, somou 10,6 gigawatts (GW) no ano passado

FGC

Banco Master: FGC começa a pagar credores; veja como evitar golpes

19 de janeiro de 2026 - 10:24

Quase dois meses depois da liquidação extrajudicial do Banco Master, R$ 40,6 bilhões começam a ser distribuídos pelo FGC

POLUIÇÃO SONORA

Cidade brasileira está entre as mais barulhentas do mundo, mas há outras piores; confira ranking

19 de janeiro de 2026 - 7:05

Spoiler: o lugar mais barulhento do mundo não é Nova Iorque nem Tóquio.

COMEÇA HOJE

Caixa inicia hoje o pagamento do Bolsa Família de janeiro; confira o calendário completo

19 de janeiro de 2026 - 5:41

Os repasses seguem um cronograma escalonado de acordo com o dígito final do NIS; o valor mínimo é de R$ 600, com acréscimos para famílias com crianças, gestantes e adolescentes

ASSINATURA

Ganhos para indústria e suco de laranja, cooperação tecnológica e criação de empregos: quais os impactos do acordo UE-Mercosul

18 de janeiro de 2026 - 16:27

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um levantamento que aponta que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), quando entrar em vigor, vai aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importações mundiais de bens. Isso porque a União Europeia, sozinha, respondeu por 28% do comércio global em 2024. […]

ALGO NÃO CHEIRA BEM

Delegados da PF estão ‘perplexos’ e apontam cenário ‘atípico’ em inquérito do STF sobre Master

18 de janeiro de 2026 - 14:14

Em nota divulgada neste sábado (17), a classe reage ao cenário “manifestamente atípico” na investigação, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o grupo, tal contexto causa “legítima perplexidade institucional”

ENVOLVIMENTO PESSOAL

Caso Master: Transparência Internacional diz que PGR deveria pedir impedimento de Toffoli

18 de janeiro de 2026 - 13:07

O cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro é o dono dos fundos de investimento que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, no interior do Paraná

FLORESTA NO DESERTO?

A Grande Muralha Verde: China planta floresta em um dos desertos mais inóspitos do planeta

18 de janeiro de 2026 - 12:12

China combate a desertificação do Deserto de Taklamakan com uma mistura improvável de árvores, ciência e megaprojetos de energia solar

COMPRA DA ILHA

Tarifaço pela Groenlândia: Trump anuncia tarifas de 25% para oito países europeus

18 de janeiro de 2026 - 11:02

O presidente norte-americano tem dito repetidamente que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la

MERCADO DE TRABALHO

Quando o anúncio de uma vaga de trabalho é uma roubada? Esses sinais servem de alerta

18 de janeiro de 2026 - 10:15

Antes de se inscrever para centenas de processos seletivos, conheça quais pontos de atenção que podem evitar problemas no futuro

OS DESTAQUES DA SEMANA

Vamos (VAMO3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Hapvida (HAPV3) é a ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

17 de janeiro de 2026 - 17:23

Os investidores acompanharam os novos desdobramentos do caso Master, as atualizações da corrida eleitoral e as publicações de indicadores econômicos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar