2022-03-22T15:13:02-03:00
Camille Lima
PURO PIXEL

Um drink no metaverso? Heineken lança cervejaria em Decentraland — e vai vender a primeira cerveja virtual do universo paralelo

Empresa afirma que o lançamento da cerveja feita de pixels foi uma “piada irônica” sobre as marcas que estão entrando no metaverso com produtos melhor apreciados no mundo real

22 de março de 2022
15:12 - atualizado às 15:13
Cervejaria da Heineken no metaverso
Cervejaria da Heineken no metaverso - Imagem: Reprodução/Mashable

Imagina morar em uma mansão perto de seus ídolos, deitado na beira da piscina da sua casa enquanto toma a sua cerveja favorita em pleno dia de semana? Talvez isso não seja possível na “vida real” — mas se a sua bebida predileta for da Heineken, já pode ser realidade no metaverso.

O que faz o metaverso ser “metaversal” (é, eu sei) é justamente sua capacidade de reunir todos os aspectos da vida do usuário em um só lugar. 

Para isso, é preciso que as empresas também embarquem na ideia de desenvolver seus negócios na realidade aumentada. Conforme a popularidade do metaverso aumenta, mais companhias marcam presença no universo alternativo. 

O metaverso, que já contava com empresas como Nike, Itaú, Vans, Renner, agora “inaugura” a primeira cervejaria com a Heineken.

Heineken no metaverso

Há cerca de cinco meses, a Heineken postou no Twitter uma imagem indicando a entrada no metaverso, com a legenda “Disponível em todas as realidades”.

Não demorou para empresas como a Meta entrarem na brincadeira e questionarem a data do happy hour no universo paralelo. A dona do Facebook foi respondida pela cervejaria com um “devemos tornar isso oficial?”.

Apesar das brincadeiras e especulações na época, o anúncio oficial da empresa sobre a inauguração no universo virtual só veio a acontecer há poucos dias.

Cervejaria em Decentraland

A cervejaria virtual de dois andares da Heineken foi inaugurada na Decentraland, a maior plataforma do metaverso atualmente.

A empresa seguiu a tendência de outras companhias do ramo, como o McDonald's, e, além do lançamento do espaço, lançou sua nova cerveja de “baixo teor alcoólico e de calorias”, a Heineken Silver. 

Heineken Silver, a cerveja da Heineken no metaverso

No rótulo, é possível encontrar as informações: pixels (0g), HTML (0g), cores RGB (0g), renderização (0g) e falha (0g).

“Nossa cerveja virtual é feita apenas com os pixels mais frescos: sem malte, sem lúpulo, sem fermento, sem água e também sem cerveja. O resultado? Uma cerveja premium incomum e inacessível com um acabamento tecnológico que ninguém pode desfrutar. Atualize agora o seu gosto virtual”, disse a companhia.

Melhor deixar para o mundo real?

O metaverso é visto como “a realidade do futuro”, e as empresas não querem deixar de aproveitar pelo menos um pouco do sucesso do novo universo — por isso estão chegando a extremos para surfar a onda do momento.

Apesar de toda a repercussão do lançamento da cerveja e da cervejaria em Decentraland, a intenção da Heineken não foi justamente zombar dessas tentativas das companhias sobre o novo universo.

"Nossa nova cerveja virtual é uma piada irônica. É uma ideia autoconsciente que zomba de nós e de muitas outras marcas que estão entrando no metaverso com produtos que são mais apreciados no mundo real”, disse o chefe global de marca da Heineken, Bram Westenbrink.

Um exemplo claro do que o executivo quis dizer foi o lançamento do McDonald’s no metaverso, que oferecia produtos virtuais do restaurante e do McCafé, além da entrega a domicílio na vida real.

Westenbrink ainda destacou que entende que o metaverso “une as pessoas de uma maneira leve e imersiva”, mas que acredita não ser o melhor lugar para provar uma nova cerveja.

“Por enquanto, você não pode provar pixels e bytes. Por isso, queremos lembrar a todos que nada supera o sabor de uma cerveja refrescante. Isso inclui nossa nova Heineken Silver virtual, no mundo real.”

Cerveja virtual da Heineken para maiores de idade

Apesar de ter sido feito de forma virtual em Decentraland, a cervejaria convidou jornalistas reais para participarem do lançamento.

Um deles foi Tom Ffiske, editor da Immersive Wire. Segundo Ffiske, a experiência foi "surreal".

No primeiro momento, os usuários tiveram que falar com o segurança e informar suas idades, para depois seguir para o corredor. Ali, existe o acesso a diversos itens interativos, como cartões de degustação.

"Fiquei um pouco perplexo no final porque não tinha certeza se era intencionalmente bizarro ou não — ainda que, no final do discurso, eu sentisse que era o caso."

*Com informações de BBC

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