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2021-06-29T12:14:51-03:00
Giulia Lima Arduin
Tela Azul

Compliance otimizado: tecnologia é aliada nos processos de IPOs e na rotina dos fundos de investimentos

No episódio #38 do Tela Azul, podcast da Empiricus, a entrevistada foi Nicole Dyskant, advogada e fundadora da Compliasset, software de gestão de compliance que auxilia nos requisitos pré-abertura de capital e no dia a dia das gestoras de recursos

29 de junho de 2021
12:14

O IPO (Initial Public offering) é um momento extremamente esperado por muitas empresas. Porém, o processo que precede a listagem na Bolsa para captação de recursos de investidores costuma ser um momento complexo e de extremo nervosismo, pelo fato de as companhias terem que ‘batalhar’ para obter uma série de documentações e cumprir requisitos regulatórios.

É preciso estar em conformidade com uma série de regras como da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou da SEC, que é a CVM dos Estados Unidos, além das exigidas pelas próprias Bolsas.

Justamente para facilitar a rotina das empresas que intencionam abrir capital, foi criado o Compliasset, um software de gestão de compliance.

Neste episódio do Tela Azul, podcast da Empiricus, Nicole Dyskant, advogada especialista em mercado de capitais e uma das fundadoras da empresa que desenvolveu o sistema, conversou com os analistas e apresentadores Vinícius Bazan e Richard Camargo.

Trata-se de uma “database” completa, segundo Nicole. Todos os procedimentos de compliance ficam sob controle e organizados em um único lugar – histórico de documentos, todas ações realizadas e um checklist de todas as áreas e profissionais envolvidos, o que evita problemas na hora das auditorias. “Um cliente já falou que é como um ‘Facebook’ do compliance, está tudo lá”, comentou. 

Segundo ela, em cinco anos, o Compliasset já conta com mais de 400 atividades regulatórias mapeadas, auxiliando tanto empresas que vão fazer IPOs quanto gestoras de fundos de investimentos. 

Podcast Tela Azul da Empiricus

Os principais passos para o IPO 

O software da Compliasset serve como um histórico gigante de evidências de todas as áreas, que vem a ser muito oportuno para qualquer necessidade auditável. 

Esse processo, que antes era feito por meio de planilhas, passa a ser centralizado em uma ferramenta inteligente online. É uma organização simplificada, que auxilia no dia a dia das empresas e também quando, porventura, elas venham a realizar seus IPOs. 

Faz parte do trabalho do compliance e dos advogados “fazer com que as paredes não sejam pintadas sem antes as infiltrações estarem consertadas”, como explica a advogada.

Ela falou um pouco sobre o passo a passo para que uma companhia esteja em ordem para lançar ações na Bolsa. O mais importante é apresentar pelo menos as três últimas demonstrações financeiras auditadas. 

Mas ainda que uma empresa não fosse obrigada a passar por auditoria, é fundamental observar e resolver todas contingências - os passivos fiscais e trabalhistas. É preciso formalizar todos os contratos, por exemplo, alguns de PJ (pessoas jurídicas) que eventualmente configuram uma relação trabalhista e colocar em dia os impostos que possam estar contingenciados em uma “linha cinzenta”, isto é, que não são necessariamente devidos, mas que podem gerar eventuais questionamentos da Receita Federal. 

Conforme a advogada, as companhias abertas passam a ter mais publicidade e toda a sua vida exposta aos investidores e demais stakeholders, além de sofrerem um escrutínio maior das entidades regulatórias e sindicais. Então a observância das regras, além de ser fundamental por si só, faz parte dos cuidados com a imagem e reputação. 

Podcast Tela Azul da Empiricus

A importância do compliance para os fundos de investimento

Atualmente, a Compliasset ajuda mais de 200 gestoras de recursos a implementarem seus programas de compliance, isto é, cumprirem com as obrigações perante à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), à Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e aos investidores.

O software serve como uma “agenda virtual” para facilitar a rotina das gestoras de fundos. Dessa maneira, há mais transparência no trabalho feito, como é exigido pela CVM desde 2016. Além disso, há o registro completo do workflow para que não se perca nenhuma etapa da ‘vida do compliance’, como diz a Nicole.

Com esse auxílio, por exemplo, tornam-se mais difíceis desenquadramentos por parte dos fundos. Todos os fundos têm cláusulas e regulamentos especificando suas categorias - ações, renda fixa, multimercados etc - e estratégias que devem ser seguidas. Os limites de concentração de ativos estipulados não podem ser ultrapassados. 

Portanto, a tecnologia otimiza as rotinas dos gestores e reduz riscos. 

Quer saber mais sobre os bastidores dos IPOs, como funcionam os fundos de investimento e o compliance, além de conferir o papo completo que rolou? Então, é só dar play aqui embaixo e conferir na íntegra o Tela Azul: 

Podcast Tela Azul da Empiricus
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