2021-11-01T16:10:36-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
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Ibovespa acompanha o bom humor externo e sobe mais de 2% com ajuda da Petrobras; dólar segue pressionado

O Ibovespa recupera parte das perdas recentes e aparece no campo positivo, aproveitando o clima ameno lá fora. O dólar segue avançando

1 de novembro de 2021
10:39 - atualizado às 16:10
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Após registrar perdas de mais de 6% em outubro, o Ibovespa começa novembro com um tom positivo: abriu em alta firme, pegando carona nos ganhos vistos nas principais bolsas do mundo. Por volta de 16h (horário de Brasília), o principal índice acionário brasileiro avançava 2,29%, aos 105.871 pontos.

A baixa adesão dos caminhoneiros à uma nova greve ajuda a melhorar o humor dos investidores, mas o principal impulso vem das palavras do presidente Jair Bolsonaro sobre um possível reajuste no valor dos combustíveis em cerca de 20 dias. O presidente também disse que pode utilizar os dividendos da companhia para reduzir o preço do diesel. Na Nasdaq, é a Tesla que leva o índice a alcançar novos recordes

O dólar à vista, contudo, não consegue acompanhar o alívio visto no mercado de ações. A moeda americana é negociada a R$ 5,7071, em alta de 1,16%; desde o começo do ano, o dólar já sobe mais de 7% em relação ao real.

No mercado de juros, o dia também é de cautela e segue sendo de ajuste para os contratos futuros, de olho na elevação das perspectivas para a inflação. Mais cedo, o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostrou que os economistas já esperam que a inflação em 2021 chegue a  9,17%. Confira:

  • Janeiro de 2022: de 8,39% para 8,38%
  • Janeiro de 2023: de 12,32% para 12,35%
  • Janeiro de 2025: de 12,37% para 12,42%
  • Janeiro de 2027: de 12,33% para 12,40%

Por que a bolsa sobe?

O movimento visto na bolsa se deve muito mais a um movimento de correção do que a uma melhora no cenário político-econômico doméstico: sem eventos relevantes da agenda de indicadores nesta segunda-feira, os investidores aproveitam para recompor parte de suas posições; o clima ameno visto lá fora também ajuda a desestressar a bolsa.

No entanto, vale ressaltar que a semana deve ser turbulenta: por aqui, a ata da última reunião do Copom e a votação da PEC dos Precatórios, ambas na próxima quarta-feira, têm potencial para mexer com o preço dos ativos — caso o rompimento do teto de gastos seja confirmado pelo Congresso, é de se esperar uma movimentação intensa nas curvas de juros e no mercado de câmbio, com desdobramentos para a bolsa.

Lá fora, a decisão de juros do Fed e os dados do payroll, no fim da semana, também serão acompanhadas de perto pelos investidores e podem trazer desdobramentos importantes aos mercados emergentes, como o Brasil. Confira aqui a agenda completa da semana.

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Ibovespa: altas e baixas

Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa nesta manhã de segunda-feira (1):

CÓDIGONOMEULTVAR
BIDI11Banco Inter unitR$ 41,1515,92%
BIDI4Banco Inter PNR$ 13,9914,39%
COGN3Cogna ONR$ 2,7611,29%
AZUL4Azul PNR$ 27,249,53%
GOLL4Gol PNR$ 16,478,50%

Na ponta positiva, destaque para Cogna ON (COGN3), que concluiu a operação de troca de ativos com a Eleva Educação, anunciada em fevereiro — a antiga Kroton vendeu suas unidades de ensino fundamental, enquanto a Eleva negociou seu sistema de ensino.

Para o BTG Pactual, no entanto, a notícia não traz grandes desdobramentos à Cogna. "Investidores mais confiantes na tese de investimento acreditavam que essa transação iria melhorar a alavancagem da Cogna, mas isso não se concretizou; o endividamento ainda depende da recuperação de suas atividades centrais", diz o banco, em relatório enviado aos clientes.

A maior alta fica com o Banco Inter, que pega carona nos detalhes da oferta de ações de um dos seus principais concorrentes - o Nubank.

Fora do Ibovespa, destaque para Burger King (BKBR3), em forte alta de 7,57%, a R$ 7,38. Em meio à instabilidade nos mercados e a desvalorização de suas ações, a empresa cancelou a compra das operações da Domino's no Brasil — uma transação que, embora fizesse sentido no lado qualitativo, era criticada por sua arquitetura.

O Vinci Partners, controlador da Domino's, também tinha uma fatia de cerca de 6% no Burger King; assim, caso a transação fosse concluída, o fundo ficaria com mais de 20% da nova empresa, o que desagradou os acionistas minoritários do BK Brasil.

Confira também as cinco maiores baixas do índice:

CÓDIGONOMEVALORVAR
MRFG3Marfrig ONR$ 25,72-2,94%
JBSS3JBS ONR$ 38,14-2,33%
GGBR4Gerdau PNR$ 26,42-1,78%
SUZB3Suzano ONR$ 48,47-1,54%
USIM5Usiminas PNAR$ 13,07-1,36%
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