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2020-03-31T13:52:04-03:00
Ricardo Mioto
Conteúdo Patrocinado

O que os veteranos ensinam sobre a crise

O mercado cria heróis que não mereciam. No bull market, todo mundo é gênio

29 de março de 2020
12:48 - atualizado às 13:52
touro e urso: bull market vs. bear market
Imagem: Shutterstock

Se você é gestor de um fundo de ações, não tem especial talento, mas quer muito esfolar uns cotistas para ficar rico, eis o caminho: compre ações de beta alto.

Em finanças, o beta indica quanto uma ação oscila em relação ao mercado como um todo. Taesa, de transmissão de energia elétrica, por exemplo, é uma ação para cardíacos: seu beta é de 0,39. Isso significa que, quando o mercado sobe 1%, Taesa na média sobe só 0,39% - mas, por outro lado, se um dia o Ibovespa cair 10%, Taesa só vai cair 3,9%.

Isso acontece, obviamente, porque o mercado de transmissão de energia é muito estável: os contratos são longos, as tarifas são reguladas pelo governo, o mundo não vai deixar de usar energia elétrica.

Já as Lojas Marisa, por exemplo, têm um beta de quase 2: tende a subir ou cair o dobro do mercado - a correlação, obviamente, não é perfeita, e o beta do ano passado não necessariamente refletirá o do próximo, mas deixemos a discussão mais específica para outro dia. Varejo é para corajosos: todo dia quando a loja abre o jogo começa do zero, e erra uma coleção de inverno para você ver.

O que um gestor de ações pode fazer? Comprar um monte de ações de beta alto e aproveitar um bull market. Encher a carteira de várias Lojas Marisa. Enquanto o mercado estiver subindo, ele vai ter uma performance extraordinária. Vai ser reconhecido como gênio. Milhares de investidores incautos vão fluir para o seu fundo. Se o sujeito for uma personalidade do Instagram ou do Twitter, ainda melhor.

Ele lucrará com isso, já que cobra taxa de administração e de performance. O aumento do patrimônio do seu fundo vai engordar a primeira. Como sua performance será melhor do que a do Ibovespa, também ganhará na segunda.

Um fundo master de ações que tivesse chegado ao final de 2019 com quase R$ 5 bilhões em patrimônio e que tivesse performado 15 pontos percentuais acima do Ibovespa teria rendido aos seus gestores mais de R$ 200 milhões em um único ano. É muito dinheiro - e aconteceu.

O problema é que beta grande é grande para cima e para baixo. Um dia o mercado cai. E aí é um salve-se quem puder: se o beta do sujeito for alto -um beta de 2, digamos - e o mercado cair 35%, ele desaba ladeira abaixo 70%.

Seria incorreto dizer que é um tombo irrecuperável, mas fazê-lo exigiria um quase milagre: para recuperar uma queda de 70%, é necessária uma subida de 233%. Nem tráfico de drogas tem taxa de retorno assim. Melhor classificar o dinheiro como perdido. Para os gestores que já embolsaram as obesas taxas de administração e performance dos anos anteriores, porém, quem dirá que não valeu a pena? (E obviamente taxa de performance é só pra cima; se cair, não é que o gestor vá lhe devolver parte do dinheiro…)

De modo que devemos ter muito cuidado antes de criar heróis de gestão. Às vezes o cara só sabe navegar com vento a favor. Às vezes o sujeito é melhor de retórica do que serviço. Aliás, a retórica engole os fatos no café da manhã todo dia e a gente raramente percebe.

O maior sinal de que alguém é merecidamente um herói do mercado financeiro é a sua consistência de longo prazo. A Empiricus tem toda a admiração do mundo pelos veteranos do mercado brasileiro que atravessaram todo tipo de crise pelo caminho e chegaram à outra margem.

A gestora independente mais longeva do país é a Investidor Profissional, criada há 32 anos. Seus gestores favoritos podem ser outros, mas há algo que ninguém pode tirar da IP: eles sobreviveram a todo tipo de coisa.

  • A um grande período de hiperinflação entre o fim dos anos 80 e o Plano Real;
  • Ao Naji Nahas, especulador que quebrou a Bolsa do Rio de Janeiro em 1989;
  • Ao Plano Cruzado, com congelamento de preços e posterior caos econômico;
  • Ao Plano Collor, com confisco da poupança e posterior caos econômico;
  • Às crises dos países emergentes dos anos 90, do México (1994, “Efeito Tequila”) à Rússia (1998, “crise do Rublo”), e posterior caos econômico - bom, você já entendeu;
  • Ao estouro da bolha da internet, em 2000;
  • Ao 11 de setembro;
  • À crise do subprime, em 2008, a pior desde 1930.

De modo que não dá para dizer que esses caras só sabem ganhar dinheiro em bull market: a rentabilidade acumulada do seu fundo de ações é de mais de cinco vezes o Ibovespa.

O que eles dizem? Eis o mantra: “Para chegar em primeiro, primeiro é preciso chegar”. Ou seja, sobrevivência é a coisa mais importante. Senão na primeira queda do mercado você perde tudo e sai do jogo.

Extrema cautela: “entre o risco de perder dinheiro e perder uma oportunidade, preferimos a segunda opção”, diz um dos princípios da gestora. “Paciência. Disciplina. Conservadorismo.”

Um dos segredos para fazer isso, disse o sócio Pedro Cezar de Andrade à Empiricus no ano passado, é investir em empresas que tenham geração de caixa robusta e sustentável, o que permite que sobrevivam à tempestade lá fora quando a economia vai para o buraco.

Em outras palavras, a IP gosta de empresas que se fortalecem em situações de caos, que servem como proteção para a carteira. “Não estamos dispostos a comprar ativos de pior qualidade só porque podem ter uma valorização mais rápida”, afirmam os gestores. Ou seja: não queremos correr atrás de um beta alto para ganhar taxa de performance em um bull market, botando tudo a perder quando o jogo virar mais adiante.

Para citar o título do livro de Andrew Grove, ex-presidente da Intel, “só os paranoicos sobrevivem”: é preciso ter muito medo da ruína, é preciso ter proteções para o caso de tudo dar errado.

No que se refere às crises, os sócios da gestora citam o finado economista Rudi Dornbusch, que foi professor no MIT: “Em economia, as coisas demoram mais tempo do que você pensava para acontecer e, então, elas acontecem mais rápido que você pensava que aconteceriam.” O mercado pode passar por muito anos de calmaria, sem o menor sinal de colapso, até que bum, tudo degringola rapidamente como vimos nas últimas semanas.

Uma das coisas mais inesperadas da IP é o fato de o seu fundo de ações tradicionalmente carregar uma posição em ouro, que serve como proteção contra choques inesperados que possam causar grandes perdas em renda variável - como o coronavírus.

Mas como um investidor pode se proteger? Quanto ter de ações em um momento como este? Quanto ter de ouro? Quais ações ter? Como investir com esta volatilidade brutal dos mercados?

Eu trabalho com Felipe Miranda, da Empiricus, desde o ano passado. Você pode gostar ou não do Felipe. Mas eu nunca conheci alguém tão preocupado com preservação patrimonial quanto ele.

A Empiricus, sob sua liderança, foi a única casa brasileira de research a sugerir que os assinantes tivessem fatia significativa do seu patrimônio em ouro e dólar, para proteção em caso de um desastre como o coronavírus. Fui a única, no começo do ano, a recomendar a redução líquida da exposição dos seus assinantes à Bolsa.

Neste momento delicado de coronavírus, Felipe tem um plano, que gostaria de compartilhar com você.

O plano inclui tanto estratégias para blindagem de patrimônio neste momento quanto os eventuais gatilhos para começar a comprar e uma lista de ações com maior componente de multiplicação para quando for a hora de virar a mão.

Felipe vai lhe passar as instruções do que você deve fazer neste momento e abrir o seu plano pessoal para você.

A Empiricus está oferecendo tudo isso gratuitamente neste primeiro momento. Com acompanhamento pessoal de Felipe Miranda e o máximo de segurança.

Você ganhará:

  1. Uma aula especial em vídeo: Como montar um portfólio e tomar conta da sua carteira de investimentos. Tudo que você precisa saber sobre alocação de ativos.
  2. Publicação exclusiva: Oportunidades de uma vida. São as ações que, na opinião de Felipe Miranda, podem te alçar a um novo patamar financeiro com as oportunidades que surgem agora com a queda brusca da Bolsa.
  3. Publicação Quinzenal de Acompanhamento Pessoal. Esse será o veículo de comunicação pelos próximos doze meses entre você e Felipe.

Quanto vai custar o ingresso a todo esse conteúdo?

O preço é espetacular: todas essas entregas custam apenas 12x de R$ 5,00.

QUERO EXPERIMENTAR POR 7 DIAS SEM COMPROMISSO

Este é um preço absolutamente especial dadas as circunstâncias. O preço regular no site da Empiricus é de R$ 18 mensais.

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