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Ricardo Mioto
CONTEÚDO PATROCINADO POR Empiricus

Uma conversa séria sobre como a Bolsa ainda pode piorar

Embora cenário não seja tão ruim quanto o da crise de 2008, temor agora é de uma crise de crédito corporativo e recessão global; entenda por que e saiba o que fazer

15 de março de 2020
10:49 - atualizado às 12:56
Bear market: tendência de queda
Bear market: tendência de queda - Imagem: Shutterstock

Prezado leitor e leitora,

A Bolsa caiu, então compremos tudo que for possível?

Sim, é razoável comprar um pouco, devagarinho. Afinal, pode ser um soluço temporário, claro.

Mas hoje quero lhe chamar a atenção para o outro lado. Há um certo efeito manada, especialmente na comunidade de finanças no Twitter, na linha “hora de comprar, acabei com o caixa, chance da vida”. Como num bar alternativo em que todos os alternativos se vestem do mesmo jeito, as pessoas precisam pensar igual até quando acham que pensam diferente.

Deixe-me argumentar que pode não ser o fundo do poço, que pode ser que caia mais, e que há boas razões para cogitar isso.

A primeira coisa, antes de tudo, a ter em mente: se isso for uma recessão global, a história mostra que ainda há muito chão e sangue pela frente. Desde o fim da Segunda Guerra, em média as recessões mundiais duraram 11 meses, se medidas pelo período em que o S&P 500 (o Ibovespa americano) demorou para se recuperar.

O que vai fazer a diferença entre esta crise ser um soluço ou uma recessão? Como sempre, a existência de um problema de crédito.

Se amanhã o coronavírus passar, as escolas e aeroportos reabrirem, as empresas voltarem a vender e o comércio global for retomado, a vida vai seguir mais ou menos como sempre foi, exceto pelo fato de que só vamos ter de voltar a comprar papel higiênico daqui três anos.

(Claro que haverá morte de pessoas, especialmente mais velhas, e não vai aqui nenhuma insensibilidade quanto à dor de quem perder entes queridos; estamos nos limitando à análise econômica, que obviamente não anula os dramas individuais de cada um.)

A coisa muda, porém, se o coronavírus for o gatilho de um problema meio generalizado de inadimplência. E há muita gente extremamente capaz e bem informada preocupada com isso.

Tem muita empresa devendo dinheiro. O débito corporativo está numa máxima histórica nos Estados Unidos.

De modo que, ao contrário de 2009, quando o problema se deu na dívida imobiliária, desta vez o que parece altamente desequilibrado é a dívida corporativa.

A OCDE chamou ainda a atenção recentemente para o fato de que a qualidade dessa dívida é pior do que no passado: em resumo, emprestou-se com maior displicência, e há menos garantias ou proteções para os credores.

Há mais de um trilhão de dólares em empréstimos especialmente arriscados: aqueles oferecidos para empresas altamente endividadas ou com fraquíssimo rating de crédito. Eles são muito problemáticos porque, como mostrou nesta semana o Financial Times, inclusive não cumprem as regras do setor bancário no que se refere à razão entre o endividamento da empresa que toma o empréstimo e o seu total de ativos ou lucros.

Ou seja, são as empresas que podem ter mais dívidas do que ativos ou fluxo de caixa para pagá-los. É a família que ganha R$ 10 mil por mês mas paga R$ 12 mil só em juros da sua dívida. Obviamente isso não pode ficar assim para o resto da vida e uma hora vai dar problema.

Um antigo economista-chefe do Banco Central Europeu usou uma expressão peculiar para definir essas empresas: zumbis improdutivos. Elas não têm fluxo de caixa suficiente para pagar seus débitos, mas conseguem sobreviver de alguma forma porque os bancos centrais passaram anos baixando os juros, de modo que elas sempre conseguem uma forma de achar alguém disposto a rolar a sua dívida a taxas não muito altas. Empresta aqui para cobrir o empréstimo de lá que está vencendo e assim por diante. “Tem um grande universo de empresas de porte médio que estão há 11 ou 12 anos fazendo isso, de um banco para o outro”, disse um especialista em reestruturações ao FT.

Mas elas estão sempre no limite, vendendo o almoço para comprar a janta -se há um choque global e ficam sem o almoço, danou-se. Parece que esse dia está chegando.

Qual o tamanho do problema?

Ninguém sabe direito. O Fundo Monetário Internacional fez um relatório dizendo que uma crise severa como a de 2009 traria uma inadimplência corporativa de US$ 19 trilhões pelo mundo. Cara, isso é dinheiro a dar com o pau: esse calote representaria quase que o PIB inteiro dos Estados Unidos (ou dez vezes o PIB do Brasil).

Seria o caos - se você tem ações, é para se esconder embaixo da mesa e chorar. O Morgan Stanley fez uma estimativa assombrosa: uma em seis empresas americanas não têm fluxo de caixa suficiente para pagar suas dívidas. Enquanto o mercado vai bem e a música está tocando, elas sempre arranjam um refinanciamento. Mas isso não pode durar para sempre.

É claro que o FMI pode estar errado, não seria a primeira vez nem a última, assim como o Morgan ou qualquer banco. E uma crise do tamanho da de 2009 é bastante improvável.

Isso porque o setor bancário, após 2009, passou a se submeter a limites legais mais rigorosos da capital mínimo. (Fora o susto.) De modo que os bancos não estão tão expostos à dívida corporativa, que desta vez está mais concentrada em investidores como fundos de crédito privado, fundos de pensão ou empresas de seguro (que investem o dinheiro dos prêmios enquanto os sinistros não acontecem). Esses investidores tiveram que partir para o mercado de crédito corporativo porque os governos abaixaram muito os juros dos títulos públicos, empurrando-os a procurar quem pudesse remunerá-los um pouco melhor.

De qualquer forma, o coronavírus pode ser o golpe de misericórdia nessas empresas endividadas, ao paralisar a economia global por um tempo, puxar receitas para baixo e acionar o sinal amarelo entre bancos e outros credores. E o que veremos daí em diante pode não ser bonito.

Em uma outra reportagem desta semana, o Financial Times deu um exemplo de uma empresa dessas - foi uma semana interessante para ler o Financial Times; há de se convir que o jornalismo prospera em meio à desgraça.

A gloriosa Ryman Hospitality Properties é uma rede hoteleira americana. Tem um papagaio de US$ 2,5 bilhões pendurado com os credores, mas até agora está se segurando.

O coronavírus, porém, pode “levar a companhia ao colapso”, mostra o FT: na última semana, nada menos do 77 mil reservas de quartos foram canceladas, o que levou a Standard & Poor’s a rebaixar o rating de crédito dos nossos amigos da Ryman, que cá entre nós já não era lá essas coisas.

E aí entra outro componente da história: na última crise, as agências de avaliação de crédito, como a Standard & Poor’s, foram muito (mas muito) criticadas por não terem avaliado direito o risco dos títulos de dívida atrelados a hipotecas residenciais, dando nota máxima para muito investimento que depois virou lixo.

Devidamente traumatizadas, desta vez estão atirando primeiro e perguntando depois: qualquer reserva de quarto cancelada e elas já estão lá, ameaçando ou mesmo baixando o rating de crédito do hotel.

Uma quantidade grande de títulos classificados como BBB (a pior categoria entre aqueles ainda considerados seguros) foi ou está sob ameaça de ser rebaixada para BB, que não tem “grau de investimento”. O problema é que muitos fundos não podem comprar, seja por lei ou por regras próprias, títulos sem grau de investimento - ou seja, um rebaixamento desses torna a vida da empresa muito mais difícil, porque os credores desaparecem e, portanto, o custo de rolar a dívida dispara.

Entre aquelas que a Standard & Poor já avisou que estão com “viés de rebaixamento” estão empresas de setores tão diferentes como a National Amusements, de cinemas, e as companhias de cruzeiros Carnival e Royal Caribbean, todas apertadas em empréstimos e que vão sofrer uma paulada nas suas receitas.

Mesmo empresas que supostamente não sofrerão tanto com a perda de receita estão apanhando. Houve na última semana uma corrida de vendedores desesperados de títulos da WeWork, aquela empresa de aluguel de escritórios compartilhados que já estava no bico do corvo: debêntures antes cotadas a 90 centavos de dólar agora estão saindo por 68.

As empresonas de tecnologia (tipo Google, Apple, Facebook, Microsoft) estão sentadas em uma quantidade brutal de dinheiro, então não devem ter grandes problemas. Mas o mundo não é o Vale do Silício. Pelo que dizem os jornais gringos, gigantonas como Boeing e United Airlines estão preocupadíssimas. Isso sem falar no mar de empresas de pequeno e médio porte americanas, em geral também muito alavancadas.

“Essas empresas vão ter que escolher entre pagar suas dívidas ou cortar pessoal e investimentos. E quase sempre elas vão começar cortando pessoal ou investimentos”, afirma Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s, outra agência de classificação de risco. “E, obviamente, esse é o caminho para uma recessão.”

Ou seja, podemos ter um problema muito grave mesmo que não exista, como em 2009, risco sistêmico à sobrevivência do setor bancário.

O prêmio Nobel Robert Shiller também está preocupado com a cascata de eventos negativos que uma crise de crédito corporativo pode desencadear. Ele também cita demissões. “O desemprego está na mínima histórica nos Estados Unidos, abaixo de 4%. Qualquer piora nesse campo pode fazer com que várias pessoas não consigam pagar suas hipotecas”, diz, o que levaria o problema mais adiante. “Se a história se repete, em algum momento haverá uma recessão.”

Sobre tudo isso, um ponto importante: é verdade que a situação do crédito no Brasil é bem diferente, uma vez que os últimos anos fizeram as empresas se retraírem, evitando investimentos, e em alguma medida quem tinha de quebrar já quebrou.

Mas não há a mais vaga chance de o Brasil, por essa razão, passar incólume a uma crise global: os mercados são integrados, a psicologia dos investidores é uma só, nós somos apenas uma andorinha que não faz verão na ordem global das coisas.

É impossível prever se haverá ou quando haverá uma crise financeira que nos fará sentir saudades das cotações do Ibovespa nesta semana e qual porte ela terá.

O que se pode dizer é que há, sim, motivos para ficar preocupado com o que haverá adiante não só nos Estados Unidos, mas também na China e na Europa.

“Eu não gosto de ser o profeta do apocalipse, mas acho que vai haver um período tumultuado, com altos e baixos. É uma época perigosa”, diz Shiller. “Acho altamente provável que tenhamos uma recessão.”

Ou, como disse o Financial Times, “quando o coronavírus for embora, vai ser quando o problema vai começar”.

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