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Ricardo Mioto
CONTEÚDO PATROCINADO POR Empiricus

Dez lições sobre este governo para investidores

10 de maio de 2020
13:03 - atualizado às 13:56
bolsa dinheiro
Imagem: Shutterstock

Apresentei uma live, na quarta-feira, com dois dos caras que mais têm
coisas a dizer sobre a situação atual do país. Um é o Felipe Miranda,
estrategista-chefe da Empiricus, que vocês conhecem. Outro é o Lucas
de Aragão, analista político de Brasília, sócio da Arko, uma das
principais consultorias especializadas em governo do país. Você pode
assistir à live na íntegra neste link.

O que eles têm a dizer? Não, o governo não vai cair, ao menos não
agora, mas tem muita desgraça no horizonte. Veja em dez itens quais
são as perspectivas para a política e consequentemente para os seus
investimentos em Bolsa e outros ativos brasileiros:

1) O governo ainda tem algum apoio popular

“Não é um governo popular Brastemp do passado, com popularidade de 60%, porque o país se polarizou”, diz Lucas. Mas as pesquisas mostram que, mesmo pós-Moro, Bolsonaro ainda tem seus 25% de apoio na população.

Governos caem quando ficam sem popularidade e sem base no Congresso (Dilma tinha 9%, Collor ia por aí também). Dá pra sobreviver sem popularidade, mas com base (Temer pós-Joesley) ou com ambos (Lula pós-mensalão).

2) Mas a base eleitoral do governo está mudando

As classes de renda mais alta apoiam cada vez menos o governo,
sensibilizadas pelo noticiário envolvendo Mandetta, Moro, coronavírus.
As de menor renda, porém, são impactadas positivamente por medidas
como o auxílio emergencial. As pesquisas mais recentes mostram uma
transformação social na base de apoio do governo, com uma
movimentação em direção aos mais pobres. Isso aconteceu com o PT
no passado também.

3) Existe grande risco de deterioração da popularidade do governo
pela economia

Mas o pior ainda não chegou na economia. A situação caminha para um
piripaque econômico potencialmente grave, com desemprego elevado,
como aponta Felipe. Essa deterioração pode levar o governo às cordas
com mais facilidade ou deixá-lo ainda mais refém do centrão para evitar um impeachment.

4) O centrão é um risco e pode empurrar Guedes para fora do
governo

Felipe aponta uma colisão quase inevitável entre o centrão, com quem
agora o governo conta para ter base de apoio no Congresso, e Paulo
Guedes, cuja saída do governo representaria uma tempestade no
mercado várias vezes maior que a demissão de Sérgio Moro.
“Associar-se ao centrão não é outra coisa senão cargos e emendas”, diz
Felipe. Na outra ponta, Guedes é um técnico, que nomeou várias
pessoas de notória competência para posições-chave: um exemplo é
Wilson Ferreira, presidente da Eletrobrás. Como Guedes e seus
indicados vão reagir quando o centrão começar a receber cargos ao seu
redor, minando o projeto liberal?

5) Mas o centrão é complexo e pode surpreender

O governo terá que ser muito hábil para lidar com isso, aponta Lucas.
“O centrão é pragmático, dá para negociar”, diz ele. Bolsonaro vai ter de
tentar costurar uma forma de entregar algumas das demandas do
centrão sem pisar no pé de Guedes.

“É difícil? É. Mas dá? Dá”, diz Lucas. “Não vai ser essa avacalhação de
entregar tudo para o centrão. Não foi assim no governo Temer.” Ele
lembra que foi durante Temer que várias reformas liberais foram
aprovadas, como a trabalhista ou o teto de gastos, com o apoio do
centrão.

6) Deve haver um presidente da Câmara do centrão

O próximo presidente da Câmara muito provavelmente vai ser do
centrão. Um nome muito citado é o do pastor Marcos Pereira, do
Republicanos. Lucas vê esperança de que ele não se oponha às
reformas: “Ele foi ministro da Indústria e Comércio de Temer e votou
pela reforma trabalhista, terceirização, abertura do setor de petróleo,
apoiou a nova previdência”, diz.

7) O downgrade do país é inevitável. Outras notícias ruins vão surgir

O downgrade da nota do Brasil pelas agências de classificação de risco
já está dado e precificado pelo mercado, diz Felipe.

Além disso, existe imensa dúvida, no mundo mas especialmente em
países com capacidade de pagamento duvidosa como o Brasil, sobre a
eficiência da política monetária. Cortar a Selic vai estimular a economia? Ninguém tem certeza. Isso vai ser descoberto na tentativa e erro. O dólar pode disparar, o juro longo pode empinar.

Isso sem falar no problema fiscal. É difícil imaginar que os gastos temporários da crise não virarão permanentes. Se o Brasil perder o controle, vai ser muito difícil reverter o caos econômico.

8) É provável que ocorra aumento de impostos

Vai haver ao mesmo tempo forte queda na arrecadação e grande
demanda por mais gastos sociais, como ampliação de auxílios. Isso
criará grande pressão por aumento de impostos.

“Esse aumento vai ter que vir do andar de cima. Imposto sobre bancos,
sobre dividendos, uma CPMF a partir de um gasto maior, taxação de
fortunas, essas conversas de sempre”, diz Lucas. “Para a Bolsa, isso é
uma péssima notícia”, afirma Felipe.

9) Moro está na pista para 2022

Daqui até 2020, Moro vai ser candidato mesmo que não queira, diz
Lucas: estará em todas as pesquisas, em todas as matérias sobre o
assunto. Ele ocupa um espaço mais ao centro que era desejado por
Dória e Huck. De onde é possível enxergar agora, o cenário para 2022
ainda é de difícil previsão.

10) É preciso ter muita cautela nos investimentos

Tudo indica uma grande névoa na frente, com muita dificuldade para
sabermos o que vai acontecer na política, na economia do Brasil e
mesmo na economia global.

“Em ambientes opacos, vá pequeno, diversificado, evite grandes
apostas. Deixe essas coisas decantarem”, diz Felipe. Ele se diz
preocupado com as centenas de milhares de pessoas que estão
chegando à Bolsa agora, estimuladas por tuiteiros e youtubers, que
criam expectativas ingênuas sobre enriquecimento fácil.

“Como disse o Armínio Fraga, é um momento de tempestade perfeita no
Brasil. Minha mensagem é de cautela, muita parcimônia. Esta é a
segunda maior crise da história do capitalismo moderno, e isso sem
contar a crise política brasileira”, diz Felipe.

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