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2019-05-06T11:32:08-03:00
Estadão Conteúdo
'Resfriamento na economia'

PMI composto cai de 53,1 em março para 50,6 em abril, mostra IHS Markit

IHS Markit avalia que a queda do PMI de serviços foi consistente com a estagnação do volume de produção do setor no mês. Já a quantidade de novos trabalhos cresceu pelo sétimo mês consecutivo, mas com o menor ritmo desde outubro

6 de maio de 2019
11:32
Gráfico indicando queda
Gráfico indicando queda - Imagem: Shutterstock

O índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do Brasil caiu de 53,1 em março para 50,6 em abril, informou a IHS Markit nesta segunda-feira, 6. A queda foi resultado do pior desempenho do PMI de Serviços, que recuou de 52,7 para 49,9, e também do PMI industrial, que cedeu de 52,8 para 51,5 no mês passado, conforme foi divulgado na quinta-feira, 2. O PMI de serviços ficou abaixo da marca crítica de 50, que sugere expansão da atividade.

"Os dados do PMI para o setor de serviços reforçam a mensagem de um resfriamento na economia conforme o indicado pelos dados divulgados para o setor industrial em 2 de maio", sintetiza a economista da IHS Markit, Pollyanna de Lima.

A IHS Markit avalia que a queda do PMI de serviços foi consistente com a estagnação do volume de produção do setor no mês. Já a quantidade de novos trabalhos cresceu pelo sétimo mês consecutivo, mas com o menor ritmo desde outubro, se atenuando consideravelmente em relação ao pico de onze anos e meio observado em março, diz a IHS Markit.

Em abril, contudo, houve recuperação nos totais de venda, impulsionado pelo mercado interno, já que houve contração sólida de novos pedidos para a exportação. Quanto ao nível de emprego, as empresas do setor de serviços no Brasil registraram redução no período.

Os preços de insumos aumentaram no ritmo mais rápido em cinco meses, superando a média de longo prazo da pesquisa. Assim, alguns provedores de serviços elevaram seus preços para tentar manter as margens de lucro, mas a taxa de inflação se atenuou ante a março.

Os empresários mantiveram-se otimistas de que a atividade aumentará nos próximos 12 meses, mas o grau de otimismo caiu, atingindo um recorde de baixa em dez meses.

"Preocupações com as políticas do governo, privatizações e falências estiveram entre os fatores que restringiram o grau de sentimento positivo", afirma a instituição.

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