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Nova fase da Lava Jato mira grupo suspeito de pagar propina a ex-executivos da Petrobras

A PF diz que um dos ex-diretores da estatal recebeu, entre 2008 e 2013, US$ 9,4 milhões; Justiça bloqueou R$ 1,7 bilhão

23 de outubro de 2019
9:26 - atualizado às 9:33
Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro
Imagem: Shutterstock

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (23), em cooperação com o Ministério Público Federal, a 67ª fase da Operação Lava Jato. Policiais Federais cumprem 23 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Os mandados foram expedidos pela 13ª. Vara Federal de Curitiba, Paraná.

Segundo a PF, uma das empresas alvo de mandado de busca e apreensão integrava o cartel de nove empreiteiras, o chamado “Clube”, que tinha por objetivo vencer e adjudicar as licitações para todas as grandes obras da Petrobras.

A reportagem entrou em contato com a estatal e aguarda posicionamento da empresa. Nesta terça, as ações ordinárias da companhia terminaram o dia cotadas a R$ 31,28. No ano, os ativos tem valorização da ordem de 24%. Veja como deve ser o dia dos mercados na Bula.

O que diz a PF

A partir de 2006, o “clube” aceitou o ingresso de outras companhias e chegou a ser composto por 16 grupos empresariais. "A fim de dar aparência de licitude ao pagamento de propinas, o grupo empresarial investigado repassava valores via empresas offshore a ex-diretores e ex-gerentes da Petrobras, mediante a celebração de contratos fraudulentos de assessoria/consultoria", diz a PF.

Foi determinada ordem judicial de bloqueio de ativos financeiros dos investigados no valor aproximado de R$ 1,7 bilhão.

A PF diz que um dos ex-diretores da estatal recebeu, entre 2008 e 2013, US$ 9,4 milhões - recebendo parcelas de propina mesmo depois de ter deixado o quadro da empresa em 2012. "Há suspeita de que propinas pagas em obras pela empresa envolvida nessa fase seria de 2% do valor de cada contrato, o que pode ter gerado o pagamento de R$ 60 milhões em propina".

O nome da operação, "Tango & Cash", remete aos valores de pagamento das propinas e ao fato de que a empresa envolvida na investigação pertence a um grupo ítalo-argentino.

Mais informações em instantes 

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