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Diretor da FGV defende ajuste fiscal rápido e diz que Guedes “começa a sentir pressão”

Yoshiaki Nakano defendeu um grande corte de gastos acompanhado de flexibilização da política monetária e desvalorização cambial para estimular a economia

28 de maio de 2019
19:12
O ministro da economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes
Paulo Guedes - Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

O diretor da Escola da Economia da Fundação Getúlio Vargas, Yoshiaki Nakano, defendeu que o ajuste fiscal seja feito de forma rápida ou "teremos um inferno".

"O ministro da Economia Paulo Guedes está começando a sentir pressão e dificuldade. Quanto tempo ele vai aguentar? Em quanto tempo vamos fazer a reforma", questionou, em evento do Conselho de Assessoramento Técnico (CAT) da Instituição Fiscal Independente (IFI).

Nakano defendeu um corte grande de gastos acompanhado de flexibilização da política monetária e desvalorização cambial para estimular o economia brasileira."Estamos em uma enrascada feia e o grande problema é o estado brasileiro", acrescentou.

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O economista disse ainda que é preciso mudar a dinâmica dos gastos públicos brasileiros e que só aumentar impostos não adianta, porque as despesas continuam em crescimento.

Imposto unificado

No mesmo encontro da IFI, economistas também fizeram discursos em defesa das mudanças no sistema tributário brasileiro. O diretor do Centro de Cidadania Fiscal, Bernard Appy, defendeu a criação de regras unificadas para todos os contribuintes.

"O mero conceito de regra única já tem impacto positivo, tanto no crescimento quanto do ponto de vista distributivo. É um bom desenho", afirmou Appy, autor de estudos que baseiam a proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional.

O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola também ressaltou a necessidade de mudanças tributárias. "Nosso sistema tributário contribui em muito para as ineficiências que existem na economia brasileira", afirmou.

Ele defendeu ainda o projeto de autonomia do Banco Central e disse que há espaço para a autoridade monetária baixar juros "um pouco mais".

*Com Estadão Conteúdo.

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