Menu
2019-10-15T18:37:56-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Débito ou crédito

UOL vai vender até 11% das ações que detém na PagSeguro em nova oferta na bolsa de Nova York

Com a notícia, as ações da PagSeguro amargavam uma queda de quase 15%. No preço de fechamento de ontem (US$ 46,29), o UOL embolsaria até US$ 892 milhões (R$ 3,7 bilhões) com a venda dos papéis

15 de outubro de 2019
12:48 - atualizado às 18:37
PagBank PagSeguro Alessandra Negrini
Imagem: Divulgação

A empresa de maquininhas de cartão PagSeguro surpreendeu o mercado na manhã de hoje com o anúncio de que o UOL – controlador da companhia – pretende vender até 11% de suas ações na companhia (equivalente a 5,8% do total de papéis) em uma nova oferta na bolsa de Nova York (Nyse).

Com a notícia, os papéis (PAGS) amargaram uma queda de 12,29% nesta terça-feira (15), cotadas a US$ 40,60. Os investidores costumam interpretar a venda pelo controlador como um sinal de que as ações estão caras.

Se a oferta fosse fechada com base no preço de fechamento de ontem (US$ 46,29), o UOL embolsaria até US$ 892 milhões (R$ 3,7 bilhões) com a venda. Mesmo com a queda de hoje, as ações acumulam uma alta de quase 110% em 2019.

O UOL é controlado indiretamente por Luis Frias, que foi alçado à condição de bilionário no início do ano passado com o IPO (sigla em inglês para oferta pública de ações) da PagSeguro. A família do empresário também é dona do jornal Folha de S.Paulo.

A empresa de maquininhas cresceu ao explorar um filão que não era atendido pelas empresas que dominavam o mercado: o do pequeno empreendedor, com a venda dos terminais no lugar do aluguel.

A concorrência demorou a reagir, mas também passou a atender o segmento com propostas agressivas de preço que caracteriza a chamada "guerra das maquininhas". A Cielo, líder de mercado, anunciou recentemente o lançamento de uma conta digital com um aplicativo e a Stone anunciou uma associação com o Grupo Globo para atuar nesse mercado.

A PagSeguro reagiu ao ataque ampliando as frentes de batalha. Neste ano, a companhia lançou o próprio banco digital, o PagBank, que atingiu 1,867 milhão de usuários ativos no fim de setembro, um avanço de 470 mil no trimestre.

Após a venda, o total de ações em circulação da PagSeguro pode chegar a 54,7%. Mas Frias permanecerá dando as cartas na companhia, já que o UOL detém uma classe de ações com "superpoderes", que dá direito a dez votos por cada papel.

Prévia do trimestre

Junto com a oferta, a PagSeguro anunciou a prévia dos resultados do terceiro trimestre. O número de clientes ativos da empresa atingiu a marca de 5 milhões em setembro, um avanço de 1,2 milhão em 12 meses.

O volume de transações realizadas pelas maquininhas da empresa atingiu R$ 29,4 bilhões, um crescimento de 44,8% em relação ao terceiro trimestre de 2018. A expectativa da PagSeguro é que o lucro líquido deve ficar entre R$ 330 milhões e R$ 340 milhões, uma alta de até 46,8%.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Retomando a pauta

Votação do marco do saneamento deve ser retomada no Senado

O novo marco do saneamento — projeto que facilita a atuação da iniciativa privada no setor — tende a voltar à pauta no Senado em julho

Atrasou demais

Conselho diz que não há tempo hábil para privatizar Cedae

Um estudo aponta que a Cedae, a companhia de água e esgoto do Rio de Janeiro, deverá parar nas mãos do governo federal por falta de tempo para conclusão do processo de privatização

Pouco atraente

Participação do Brasil na carteira do investidor estrangeiro cai a 0,3%

Os diversos riscos associados à alocação de recursos no Brasil fizeram o peso do Brasil na carteira dos investidores estrangeiros — a incerteza política e a fraqueza econômica aparecem como importantes fatores

SEU DINHEIRO NO SÁBADO

MAIS LIDAS: Crise? Que crise?

O recente rali da bolsa pegou todo mundo de surpresa — e, não à toa, a matéria elencando cinco razões que explicam essa onda de otimismo foi a mais lida do Seu Dinheiro nesta semana

Crise setorial

Indústria deve deixar de vender mais de 1,3 milhão de veículos neste ano

A crise do coronavírus afetou as linhas de produção de veículos e também diminuiu as vendas em todo o país. Como resultado, o setor prevê uma queda de 40% no total vendido no ano

Seu mentor de investimentos

Um filme de terror: inflação volta a ter destaque no cenário brasileiro

Ivan Sant’Anna faz um paralelo entre a inflação galopante do fim dos anos 80 e o atual cenário de virtual estabilidade na variação dos preços — e mostra preocupação com o comportamento do mercado nesse novo panorama

Recuperação na bolsa

Até onde vai o Ibovespa? Para a XP, o índice voltará aos 112 mil pontos ao fim de 2020

A XP Investimentos revisou para cima sua projeção para o Ibovespa ao fim de 2020, passando de 94 mil pontos para 112 mil pontos — um patamar que implica num potencial de alta de mais de 18% em relação aos níveis atuais da bolsa

COLUNA DO PAI RICO PAI POBRE

Como se preparar para a nova Era do Empreendedorismo

Quando as coisas mudam tão drasticamente quanto nos últimos meses, pode ser difícil perceber, mas esses momentos criam as maiores oportunidades.

Dados atualizados

Mortes por coronavírus no Brasil vão a 34.973; infectados são 643.766

Na quinta-feira, havia 34.021 mortes registradas, segundo o Ministério da Saúde. O balanço diário totalizava 614.941 infectados

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements