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2019-11-21T14:55:06-03:00
na ponta do lápis

BNDES perdeu tempo na venda de fatia da JBS, diz presidente do conselho de administração do banco

Em evento no Rio de Janeiro, Carlos Thadeu de Freitas estimou o impacto financeiro dessa demora em R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões

21 de novembro de 2019
14:55
BNDES
Imagem: Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) perdeu tempo e, consequentemente dinheiro, na venda de participação na JBS em sua carteira de renda variável, disse nesta quinta-feira (21) o presidente do conselho de administração do banco de fomento, Carlos Thadeu de Freitas.

A operação ocorrerá ainda este ano, diz acreditar Freitas. Na análise dele, as condições atuais para a venda das ações são boas, mas já foram melhores. "Já podia ter vendido pela mesa desde maio, junho. A ação estava lá em cima. Hoje o preço está bom, mas já foi melhor", afirmou após participação no Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio.

Thadeu estimou o impacto financeiro dessa demora em R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões. "Quem é o culpado? As administrações anteriores do banco, que perderam tempo", criticou.

O BNDES Participações (BNDESPar) comunicou essa semana ao frigorífico sua intenção de vender ações que detém da empresa da família Batista. Bradesco BBI, BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch (Bofa), Itaú BBA e UBS Brasil foram contratados para coordenador a operação, confirmando notícia da Coluna do Broadcast que antecipou a oferta.

Ao final do terceiro trimestre, o BNDES detinha 21,32% das ações da JBS, porcentual que não se altera desde 2017. O BNDES deve vender apenas metade de sua fatia nesse momento, em uma operação que deverá superar os R$ 8 bilhões.

Pela nova política de mercado de capitais do banco, operações acima de R$ 1 bilhão devem passar pelo crivo final do conselho que de acordo com Thadeu é favorável à venda da fatia na JBS.

O presidente do conselho do BNDES defendeu que o banco faça mais operações via mesa, por terem menos desconto e serem mais ágeis que ofertas, embora deva se valer de ambos os instrumentos.

Thadeu defendeu que a instituição se desfaça de parte da carteira devagar e "por preço convidativo". "O banco tem ações e tem que vender, mas lentamente", afirmou.

*Com Estadão Conteúdo 

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