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2019-06-09T18:10:35-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Críticas no Twitter

Bolsonaro critica a oposição por obstruir discussões sobre crédito extra ao governo

O presidente Jair Bolsonaro foi ao Twitter para criticar a atuação da oposição, indicando que o governo não terá como pagar benefícios caso o crédito extra solicitado pelo governo não seja concedido

9 de junho de 2019
18:10
Presidente da República, Jair Bolsonaro
Bolsonaro usou o Twitter para criticar a oposição - Imagem: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro teve apenas um compromisso oficial em sua agenda neste domingo (9): uma reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ainda durante da manhã. Passado o encontro, o presidente foi ao Twitter — mas não fez menções ao que foi conversado com um dos líderes da articulação política do governo.

Na rede social, Bolsonaro optou por falar novamente de um assunto que trouxe turbulência ao cenário político nesta semana: o pedido de liberação de créditos suplementares ao governo, no valor de R$ 248,9 bilhões — a verba ainda precisa do sinal verde do Congresso.

A Comissão Mista do Orçamento (CMO) do Congresso votaria essa solicitação do governo na última quarta-feira (5), mas a sessão do colegiado foi suspensa após deputados da oposição obstruírem o diálogo. E Bolsonaro não mediu palavras para criticar a atuação da ala contrária a sua gestão nessas discussões.

Sem esse crédito extra, o governo corre o risco de ficar sem dinheiro para pagar benefícios previdenciários e assistenciais, entre outras despesas. O prazo limite para a concessão do crédito termina no próximo sábado (15).

Caso a verba não seja liberada, a gestão Bolsonaro poderá optar por duas direções: ou esses benefícios deixam de ser pagos, ou o governo realiza os desembolsos e quebra a chamada "regra de ouro" das finanças públicas — e, com isso, poderá ficar sujeito a um processo de impeachment por irresponsabilidade fiscal.

Uma nova sessão da CMO para votar a concessão dos créditos solicitados pelo governo está marcada para a próxima terça-feira (11). E o tema pode trazer instabilidade aos mercados financeiros do Brasil.

Na última quarta-feira, os agentes financeiros reagiram mal à suspensão da sessão da CMO — a leitura foi a de que as dificuldades enfrentadas pelo governo para a aprovação dessa verba eram um prenúncio de que a tramitação da reforma da Previdência poderia passar por transtornos semelhantes no Congresso.

Com essa percepção, o Ibovespa terminou o pregão daquele dia em queda de 1,42%, aos 95.998,75 pontos — nas sessões seguintes, contudo, o índice se recuperou, chegando aos 97.821,26 pontos no fechamento de sexta-feira (7).

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