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2019-11-17T15:57:49-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Fusão no horizonte

O megainvestidor Carl Icahn está dando uma mãozinha para a Xerox comprar a HP

Em meio às notícias de que a Xerox estaria interessada em comprar a HP, o megainvestidor Carl Icahn resolveu entrar no jogo para viabilizar a operação

17 de novembro de 2019
15:57
Xerox HP Carl Icahn
Imagem: Shutterstock

Com uma fortuna estimada em US$ 17,4 bilhões, o megainvestidor Carl Icahn é o 61º homem mais rico do mundo, de acordo com a Forbes. À frente da Icahn Enterprises, o americano ficou conhecido por sua postura atuante junto às empresas que possui participação e por ser um entusiasta de operações de fusão e aquisição — e, agora, ele agora está empenhado em juntar a Xerox e a HP.

Nas últimas semanas, esses dois dinossauros do setor de tecnologia começaram a flertar. A iniciativa partiu da Xerox: de acordo com a CNBC, a empresa teria feito uma oferta de US$ 22 pela HP, avaliando a rival em US$ 33 bilhões — atualmente, os papéis são negociados a US$ 20,18.

A movimentação foi considerada surpreendente porque a HP tem um valor de mercado muito superior ao da Xerox: enquanto a primeira vale US$ 29,9 bilhões, a segunda tem uma capitalização de US$ 8,5 bilhões. Isso não impediu, no entanto, que a empresa de menor porte batesse à porta da concorrente com uma oferta de compra.

E, de fato, a HP confirmou o recebimento da proposta, mas limitou-se a dizer, por ora, que irá analisar os termos, sem assumir qualquer comprometimento no curto prazo. E é aí que entra Icahn, que possui uma fatia de 10,6% na Xerox.

Em entrevista ao Wall Street Journal, o megainvestidor revelou que, em meio às notícias envolvendo as duas empresas, decidiu comprar ações da HP, atingindo uma participação de 4,24% na segunda companhia. E agora, na posição de acionista relevante de ambas, ele pretende dar um empurrãozinho à operação.

"Eu acho que a combinação é óbvia", disse Icahn ao jornal, ressaltando o potencial de sinergias entre as empresas. "Ao longo dos anos, eu descobri que esses tipos de companhias, que fazem parte de indústrias que estão encolhendo, tendem a ter um declínio muito mais lento que muitos agentes financeiros costumam prever, ao mesmo tempo que continuam a gerar quantias substanciais de caixa".

O plano de Icahn ficou subentendido em suas declarações ao Wall Street Journal: ele irá atuar junto à administração das duas empresas, de modo a costurar um acordo que seja atrativo para todos os envolvidos — incluindo ele próprio.

Vale lembrar que a HP é uma das remanescentes da divisão da antiga Hewlett-Packard, em 2015: enquanto ela ficou com os setores de impressoras, computadores pessoais e hardware, sua irmã HPE concentrou os principais ativos, como as divisões de servidores de internet, armazenamento de conteúdo e redes de comunicação.

A Xerox, como todos sabem, é um nome forte no não tão forte setor de cópias e impressões. Hoje em dia, suas atividades giram em torno das vendas, alugueis, manutenções e serviços relacionados às copiadoras.

Juntas, Xerox e HP formariam um conglomerado que dominaria o segmento de impressoras e copiadoras e teria uma enorme vantagem competitiva em relação aos demais players. E Carl Icahn parece ter isso em mente.

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