Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-08-15T18:13:08-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Quem paga a conta?

Japão volta a ser o maior financiador dos EUA. Nós estamos na 4ª colocação

Japão desbancou a China como maior detentor de Treasuries em junho. Não, a China não saiu vencendo títulos como retaliação à guerra comercial

15 de agosto de 2019
18:13
Trump japão
Presidente americano Donald Trump e primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, em premiação de torneio de sumô. - Imagem: Official White House Photo by Andrea Hanks

Com certa frequência vemos notícias de que uma forma de a China “dar uma lição” nos Estados Unidos e em Donald Trump pela guerra comercial seria a venda dos títulos da dívida, os Treasuries, que detém. Coisa na casa do US$ 1,1 trilhão.

Pois bem, até agora a China não lançou mão dessa “arma”. De fato, comprou um punhadinho de papéis na passagem de maio para junho, coisa de US$ 2 bilhões, elevando seu estoque a US$ 1,112 trilhão.

Quem acelerou mesmo as compras foi o Japão, que entesourou cerca de US$ 22 bilhões, elevando seu estoque a US$ 1,122 trilhão, retomando o lugar de maior financiador da dívida americana. Posto que ocupou pela última vez em maio de 2017.

De fato, olhando os dados do Tesouro Americano, alternâncias entre China e Japão entre os “major foreign holders” não é algo fora do comum.

No ano, no entanto, a China reduziu sua posição em US$ 11,1 bilhões, enquanto os japoneses elevaram em US$ 83,2 bilhões.

Chama atenção, também, a movimentação dos ingleses, com uma compra de US$ 53 bilhões no ano. O estoque do Reino Unido subiu a US$ 341 bilhões, tomando o terceiro lugar entre os maiores detentores de dívida americana do Brasil, que fechou junho com US$ 311 bilhões.

Temos essa montanha de dívida americana porque boa parte de nossas reservas internacionais está alocada nesse mercado.

O link para a tabela acima está aqui.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

NOVA DEBANDADA?

Mais um técnico da área de Orçamento da Economia deixa cargo e expõe novo desgaste na equipe de Paulo Guedes

O movimento de saída é comum no último ano de governo, mas agora tem ocorrido mais cedo, ainda no primeiro mês de 2022

BARRADAS NO BAILE

Madero e ISH Tech cancelam planos de IPO, elevando para 12 número de desistências na B3 neste ano; veja o que atrapalha as ofertas

E esse número pode crescer ainda mais, pois a Corsan também deve adiar sua oferta em breve. Por enquanto, restam 20 candidatas à estreia na B3

OPERAÇÃO COMPLEXA

Superintendência do Cade dá sinal verde para compra do Big pelo Carrefour, mas prescreve remédios para evitar concentração; entenda

O órgão prevê medidas estruturais e comportamentais para mitigar os problemas concorrenciais identificados durante a análise da operação

Mercados Hoje

Ibovespa tenta se manter em alta em dia negativo em NY e de grande cautela com expectativa em relação ao Fed

Dia é bastante negativo em Wall Street e especialmente na Europa, com temor de invasão da Rússia à Ucrânia e reunião do Fed na quarta-feira

Novo serviço

Saiba se você tem algum dinheiro ‘esquecido’ para receber do banco

O Banco Central disponibilizou serviço para que cidadãos e empresas consultem se têm saldos “esquecidos” em bancos ou valores a receber de devoluções ou cobranças indevidas

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies