2019-07-16T07:11:26-03:00
rompimento de barragem

Vale assina acordo de indenização a familiares de funcionários mortos em Brumadinho

Em janeiro, rompimento da barragem de Córrego do Feijão deixou 248 mortos e 22 pessoas desaparecidas

16 de julho de 2019
7:09 - atualizado às 7:11
Destroços após acidentes em Brumadinho - Imagem: Alessandra Torres/Estadão Conteúdo

A Vale e o Ministério Público do Trabalho (MPT) assinaram, na noite de segunda-feira, 15, um acordo para a empresa reparar os danos morais e materiais decorrentes do rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).  O acordo foi homologado pela 5ª Vara do Trabalho, em Betim. A tragédia, de janeiro deste ano, deixou 248 mortos e 22 pessoas desaparecidas.

Segundo o MPT, o acordo estabeleceu que cônjuge ou companheiro, filho, mãe e pai de funcionários da Vale que morreram com o rompimento da barragem vão receber individualmente R$ 700 mil, sendo R$ 500 mil para reparar o dano moral e R$ 200 mil a título de seguro adicional por acidente de trabalho. Irmãos de trabalhadores falecidos receberão individualmente R$ 150 mil por dano moral.

O Ministério Público do Trabalho exemplifica com uma situação em que um trabalhador deixou esposa, dois filhos, pai, mãe e dois irmãos  — o grupo familiar vai receber o montante de R$ 3,8 milhões.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Clique aqui e receba a nossa newsletter diariamente

Com a indenização por dano material, o dependente do falecido receberá pensão mensal vitalícia até a idade de 75 anos, que é a expectativa de vida de um brasileiro, segundo o IBGE. O acordo fixa indenização mínima de R$ 800 mil, ainda que a renda mensal acumulada do trabalhador falecido não alcance tal projeção.

Para o pagamento antecipado da indenização, em única parcela, será aplicado deságio de 6% ao ano, conforme previsão legal. O dano moral coletivo será reparado com o pagamento de R$ 400 milhões, no dia 6 de agosto de 2019.

O acordo também prevê estabilidade no emprego de três anos para o empregados da Vale e terceirizados que estavam lotados na Mina de Córrego do Feijão, na data do desastre. Bem como pagamento de auxílio creche, no valor de R$ 920,00 mensais, para filhos com até 3 anos de idade e auxílio educação, no valor de R$ 998,00 mensais, para filhos com até 25 anos de idade.

Plano médico nos moldes do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente em 25 de janeiro, vitalício e sem coparticipação para os cônjuges ou companheiros e até que os filhos/dependentes completem 25 anos, de empregados próprios e terceirizados, também ficou assegurado pelo acordo. Para pais e mães de falecidos, o acordo contempla atendimento médico, psicológico, psiquiátrico pós traumático na rede credenciada até a respectiva alta médica.

Em balanço

O mercado teve maior dimensão dos impactos financeiros da tragédia para a Vale em maio deste ano. Foi quando a mineradora divulgou o balanço trimestral em que contabilizava Brumadinho.

A empresa estimou que os custos com o desastre chegaram a US$ 4,504 bilhões. Desse montante, US$ 2,423 bilhões dizem respeito a provisões para os programas e acordos de compensação, enquanto as provisões para o descomissionamento de barragens soma US$ 1,855 bilhão.

Despesas incorridas no processo totalizaram US$ 104 milhões, enquanto outros gastos responderam por US$ 122 milhões. A Vale encerrou o primeiro trimestre de 2019 com prejuízo líquido de US$ 1,642 bilhão, revertendo o ganho de US$ 1,590 bilhão apurado no mesmo período do ano passado.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Clique aqui e receba a nossa newsletter diariamente
Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

MUDANDO A RECOMENDAÇÃO

Itaú BBA vê Gerdau (GGBR4) como ação defensiva, mas a siderúrgica que pode subir mais de 50% é outra; confira as apostas do banco

A queda de mais de 39% das ações da Usiminas abriram um bom ponto de entrada, segundo os analistas do Itaú BBA

Análise SD

Jogou a toalha? Azul (AZUL4) critica plano de recuperação da LATAM e dá a entender que não vai aumentar a proposta

A Latam pretende injetar mais de US$ 8 bi com as medidas de seu plano de recuperação judicial, cifra superior à proposta pela Azul (AZUL4)

bitcoin (BTC) hoje

Alívio com variante da covid-19 chega primeiro ao mercado de criptomoedas e bitcoin (BTC) volta aos US$ 57 mil

O mercado de criptomoedas, que não para nunca, sentiu o alívio ainda no final do sábado (27) e segue em alta hoje

Radiocash

“Esses 4 milhões de pessoas na Bolsa vieram para ficar”, diz Gustavo Cerbasi

Com 16 livros publicados e 1,5 milhão de seguidores no Instagram, o ex-professor universitário encara com cautela a fama, e rejeita alguns rótulos

Ao acionista com carinho

Ação da Petrobras (PETR4) pode render 100% só em dividendos nos próximos cinco anos

Relação ‘risco-recompensa’ é como comparar um formigueiro ao Everest, avalia o UBS