2019-09-13T18:29:53-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Mercado de capitais

Fila de ofertas de ações na bolsa volta a andar após emissão da Trisul

Incorporadora reabre mercado de ofertas com captação de R$ 405 milhões. Banco Pan e Banrisul vêm na semana que vem e IPOs devem acontecer em outubro

13 de setembro de 2019
13:01 - atualizado às 18:29
IPOs devem voltar à bolsa com Vivara, BMG, Iguá Saneamento e C&A Imagem: Pomb

A incorporadora Trisul reabriu a temporada de ofertas de ações na bolsa brasileira com uma captação de R$ 405 milhões fechada nesta quinta-feira. O sucesso da operação em meio ao ambiente ainda conturbado no exterior deve ajudar a fila de ofertas a andar por aqui.

Na semana que vem está prevista a conclusão das operações do Banco Pan e do Banrisul. Já outubro deve ser marcado pela volta dos IPOs (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações).

O preço por ação da Trisul foi definido em R$ 10,00, com um desconto de 2,5% em relação ao fechamento dos papéis (TRIS3) na bolsa ontem. Além do lote principal, a empresa vendeu as ações do lote adicional previsto na oferta, um sinal de que a demanda dos investidores foi boa.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Clique aqui e receba a nossa newsletter diariamente

A oferta da incorporadora foi exclusivamente primária, ou seja, todo o dinheiro captado vai para o caixa da incorporadora, que pretende usar os recursos para investir em novos empreendimentos e na aquisição de terrenos.

No pregão de hoje, as ações da Trisul eram negociadas em alta de 0,97% por volta das 12h25, cotadas a R$ 10,36. Leia também nossa cobertura completa de mercados.

Bancos na fila

Depois da incorporadora, dois bancos vão disputar as atenções (e o bolso) dos investidores. A oferta do Banco Pan pode movimentar até R$ 1,3 bilhão, mas parte desse dinheiro vai para a Caixa Econômica Federal, que vai aproveitar a disparada de 400% das ações só neste ano para vender parte de sua participação no banco, que também é controlado pelo BTG Pactual.

A oferta do Banrisul também será secundária, ou seja, haverá a venda de ações dos atuais acionistas – no caso, o Estado do Rio Grande do Sul. A operação pode render pouco mais de R$ 2 bilhões aos cofres do governo gaúcho, que vai se manter no controle do banco.

Tanto a oferta da Trisul como as do Banrisul e do Banco Pan são realizadas com a regra da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que dispensa o registro prévio na autarquia, desde que a emissão seja destinada a até 50 investidores e que possuam pelo menos R$ 10 milhões para investir.

IPOs chegando

Enquanto o ano foi profícuo para os chamados follow ons, que são as ofertas de ações de empresas já listadas na bolsa, as ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) patinaram.

Até o momento, apenas duas novas empresas estrearam na B3 neste ano: a rede de varejo de produtos esportivos Centauro e a holding de energia Neoenergia.

Mas aos poucos as empresas começam a tirar da gaveta os planos de lançar suas ações na bolsa. Quatro empresas entraram com pedido de registro na CVM para abrir o capital: a rede de joalherias Vivara, o Banco BMG, a companhia de saneamento Iguá e a varejista de moda C&A.

XP em Nova York?

A abertura de capital mais aguardada do ano, porém, deve acontecer fora do país. A XP Investimentos prepara a emissão de suas ações em Nova York, de olho nas avaliações mais generosas dos investidores gringos em empresas em fase de rápido crescimento.

Ontem, o site Brasil Journal informou que a avaliação da corretora no IPO, que deve acontecer no fim deste ano, pode chegar a R$ 60 bilhões.

Assim como outras empresas que optaram por abrir o capital em Nova York, a XP também se valer da possibilidade de emitir ações com "superpoderes", algo que não é permitido no Novo Mercado da B3, conforme me lembrou uma fonte.

No mercado, existe a expectativa de que a CVM flexibilize a regra que hoje impede empresas com operações majoritárias no país de listar recibos de ações (BDRs) na bolsa brasileira para possibilitar a negociação dos papéis da XP no país.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Clique aqui e receba a nossa newsletter diariamente
Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Tendências da bolsa

AGORA: Ibovespa futuro avança em dia de alta volatilidade pós-Fed e dólar recua hoje

Após a decisão de juros do Fed, os mercados operam voláteis em um forte movimento de ajuste de carteiras hoje

O melhor do Seu Dinheiro

Mais um alarme de preço baixo, Tesla em queda, bear market do bitcoin, novo fundo do Itaú e outras notícias que mexem com o seu bolso

Apesar de resultados sólidos no quarto trimestre, papéis de construtoras seguem em queda. Confira se é hora de comprar ações do setor e quais informações você precisa levar em conta antes de decidir

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas no exterior tentam se recuperar da queda após decisão do Fed e Ibovespa busca manter ritmo de alta mesmo com risco fiscal no radar

Depois de tocar os 112 mil pontos ontem (26), a bolsa brasileira precisa enfrentar o ajuste de carteiras ao novo cenário de juros altos

Exclusivo

Na “caça aos unicórnios”, Itaú lança fundo para aplicar em gestores de investimentos alternativos

O banco acaba de abrir para captação o Polaris, fundo com objetivo de retorno de até 25% ao ano e foco em investimentos que vão bem além do “combo” tradicional de bolsa, dólar e juros

CONSTRUTORAS COM DESCONTO

Vendas de imóveis em alta, ações em baixa. A queda das incorporadoras abriu uma oportunidade de compra na bolsa?

Os resultados do quarto trimestre mostram que as empresas do setor entregaram desempenhos sólidos, mas as ações caminham na direção contrária