Menu
2019-04-16T12:51:48-03:00
Estadão Conteúdo
Plano de recuperação judicial da aérea

Para credora, leilão da Avianca pode levantar R$ 890 mi

Ativos da Avianca serão divididos em sete unidades produtivas isoladas (UPIs). Latam e Gol ficarão com uma dessas unidades cada, e o valor extra – US$ 90 milhões – que a Elliott pretende arrecadar deverá vir do leilão das outras UPIs

8 de abril de 2019
12:36 - atualizado às 12:51
Avianca
Aeronave da Avianca - Imagem: shutterstock

A gestora americana Elliott, detentora de 74% da dívida da Avianca, espera que o leilão dos ativos da companhia aérea levante US$ 230 milhões (R$ 890 milhões), segundo fontes envolvidas nas negociações. O valor é 65% maior que o fechado com a Latam e a Gol, que já se comprometeram a pagar, cada uma, US$ 70 milhões por um pacote que inclui aviões e autorizações de pousos e decolagens (slots) da empresa endividada.

Os ativos da Avianca serão divididos em sete UPIs (Unidades Produtivas Isoladas) - seis delas com slots e uma delas com o programa de fidelidade da companhia. A Latam e a Gol ficarão com uma dessas unidades cada uma, e o valor extra - US$ 90 milhões - que a Elliott pretende arrecadar deverá vir do leilão das outras UPIs.

Não há uma data definida para o leilão - há expectativas de que possa acontecer no fim do mês -, mas ainda é necessário que a Justiça homologue o plano de recuperação da companhia. Caso alguma das UPIs não seja arrematada no certame, será preciso a realização de uma nova assembleia de credores para se definir como será feita a venda do restante.

Dos R$ 2,7 bilhões da dívida da Avianca, R$ 2 bilhões são da Elliott. Caso o valor mínimo (US$ 140 milhões, ou R$ 540 milhões) seja levantado no leilão, a gestora deve receber cerca de 10% dos seus créditos, apurou o jornal O Estado de S. Paulo. Os trabalhadores terão direito a até 650 salários mínimos, com um limite total de R$ 7 milhões.

Frota

Com a assembleia de credores realizada na última sexta-feira, a Avianca perdeu a proteção que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia concedido, impedido que as donas dos aviões alugados pela companhia pedissem a reintegração de posse. A medida era válida até que a assembleia acontecesse.

Segundo fontes próximas à empresa, não está descartada a hipótese de que a Avianca tenha de devolver aviões nos próximos dias. A companhia não conseguiu chegar a um acordo com as arrendadoras das aeronaves para devolvê-las de forma coordenada e, diante do entrave, teve de anunciar a redução de sua malha aérea.

Além do embate com as arrendadoras, o processo de recuperação judicial da Avianca foi conturbado por causa da disputa das companhias aéreas pelos ativos da empresa. Em março, a Azul anunciou que ficaria, por US$ 105 milhões, com a única UPI que seria formada contendo os slots e aviões. Havia uma pressão para que o negócio fosse concluído rapidamente, pois a Avianca está praticamente sem caixa. Para que ela continuasse operando, a Azul injetou US$ 13 milhões na empresa.

Na semana passada, no entanto, a Azul levou um revés: a Gol e a Latam fecharam diretamente com a Elliott um acordo para ficar com os ativos da Avianca. Foi aí que se decidiu fatiar a empresa em sete UPIs. Como Gol e Latam já têm uma participação de mercado elevado, se uma delas decidisse levar 100% da Avianca, a probabilidade de surgir um entrave no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) era elevada.

A briga gira em torno, principalmente, dos slots da Avianca no aeroporto de Congonhas. A Azul tem 5% de participação no terminal e essa presença reduzida é um dos limitadores para seu crescimento. Com a compra da Avianca, a empresa passaria a ter 13% dos slots de Congonhas - Latam e Gol têm mais de 40% cada uma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

É para quando?

Ainda vai levar “algum tempo” para início da redução de estímulos econômicos, defende dirigente do Fed

James Bullard enfatizou que a retirada começará apenas quando a instituição tiver registrado um avanço “substancial” em direção a suas “métricas”.

Embarque imediato

Depois de incorporação, acionistas da Smiles aprovam saída do Novo Mercado

Além disso, assembleia votou a destituição do conselho de administração e a eleição de novos membros, inclusive do presidente

Procuram-se semicondutores

Falta de chips adia recuperação da indústria automobilística

O setor deve perder a chance de recuperar mercado no segundo semestre, período em que tradicionalmente se vendem mais carros

Mais uma na bolsa

Investindo no banco de investimentos: BR Partners sobe forte na estreia na bolsa

A BR Partners, banco de investimentos independente, concluiu seu IPO e estreou na bolsa nesta segunda — e a recepção do mercado foi boa

Tela azul

O “selo Buffett” no Nubank, a falha da Coca-Cola com CR7 e uma fraude no setor de tecnologia; confira os destaques da edição #37 do Tela Azul

Richard Camargo, André Franco e Vinícius Bazan comentam os principais assuntos no mundo das techs em papo descontraído e reforçam o convite para o evento que vai revelar as ações de tecnologia mais promissoras do momento

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies