Menu
2019-06-25T13:14:29-03:00
Estadão Conteúdo
E-commerce na mira

Comércio eletrônico brasileiro tem nota abaixo do nível aceitável, mostra índice

Nota do Brasil no EQI 2019 sugere que faltam informações nas páginas de produtos nos sites de comércio eletrônico, que há dificuldades em integrar a experiência de compras online e offline e que o processo de cadastro de produtos é ineficiente

25 de junho de 2019
13:14
E-commerce
E-commerce - Imagem: Shutterstock

A qualidade do comércio eletrônico brasileiro é insuficiente, com nota de 40,1 numa escala de 0 a 100, segundo o Índice de Qualidade do E-commerce (EQI, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira, 25, pela Lett, startup de tecnologia especializada em "trade marketing" digital, com apoio da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Na escala do EQI, a pontuação considerada aceitável é 60 pontos. Em 2019, o índice foi calculado em diversos países da América Latina e nos Estados Unidos, apesar da nota baixa do comércio eletrônico brasileiro, o País teve o melhor desempenho na América Latina - o México ficou em segundo, com nota 34,7. Nos Estados Unidos, o EQI de 2019 ficou em 56,9.

Segundo a Lett, o EQI procura mensurar a qualidade dos sites de comércio eletrônico do ponto de vista do consumidor. São analisados cinco aspectos principais - o número de imagens dos produtos; o número de palavras usadas para descrever o produto; o número de comentários com "reviews" sobre os produtos; a nota média dos produtos avaliados pelos consumidores; e o número de caracteres usados no título do produto. Os critérios foram definidos a partir de pesquisa de opinião realizada pela consultoria Opinion Box, com cerca de 2.178 consumidores, em fevereiro e março de 2019.

Para a edição 2019 do EQI, foram analisadas cerca de 5,5 milhões de páginas de produtos em 118 sites de comércio eletrônico no Brasil, Estados Unidos e América Latina. No Brasil, foram 78 sites, o que representa 70% do faturamento do comércio eletrônico nacional, segundo a Lett. Em 2018, o comércio eletrônico faturou R$ 53,2 bilhões, alta de 12% ante 2017, conforme dados citados no relatório do EQI 2019.

De acordo com o relatório, a nota do Brasil no EQI 2019 sugere que faltam informações nas páginas de produtos nos sites de comércio eletrônico, que há dificuldades em integrar a experiência de compras online e offline e que o processo de cadastro de produtos é ineficiente. Esses seriam os desafios do comércio eletrônico brasileiro, segundo o relatório da Lett.

Ainda conforme a consultoria de marketing, "apenas 4,3% dos produtos analisados possuem uma qualidade 'aceitável'". "A maioria esmagadora dos produtos no Brasil (83,4%) possui notas entre 30 e 50. Nos EUA, a realidade é bem diferente: 44,2% possuem EQI acima de 60", diz o relatório.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

em encontro com investidores

Arthur Lira sinaliza que Orçamento será resolvido ‘sem rupturas’

Presidente da Câmara mencionou ainda o posterior encaminhamento da reforma administrativa e ainda o início das discussões sobre a privatização da Eletrobras

Conheça as novatas

A hora da biotecnologia: empresas do setor disparam até 78% após IPOs na Nasdaq

Três estreantes do segmento atraíram a atenção dos investidores e chegaram com tudo à bolsa norte-americana

rearranjo no segmento

Dona da Farm negocia fusão com a Shoulder, de moda feminina

Empresas mantém conversa “em fase preliminar”, em um momento de rearranjo do segmento; Grupo Soma comprou recentemente a NV e a Lauf

Meme bilionário

O que está por trás da valorização de 500% do Dogecoin em uma semana?

O projeto levou várias pessoas a ficarem milionárias, mas pode fazer muita gente perder dinheiro daqui para frente

Chama o doutor

Após desconto em IPO, ações da Mater Dei estreiam em queda na B3

A situação atual do mercado e a fila de companhias de saúde prontas para abrirem o capital prejudica a rede de hospitais

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies