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queda livre

Ação do BTG cai mais de 15% após nova fase da Lava Jato

Banco esteve entre os investigados da 64ª fase da operação; PF apura crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de capitais

23 de agosto de 2019
10:53 - atualizado às 18:39

As ações do BTG Pactual (BPAC11) amargaram uma queda de 15,19% no pregão desta sexta-feira, 23, após a deflagração da 64ª fase da Operação Lava Jato. Veja nossa cobertura de mercados.

É que os crimes que a Polícia Federal investiga estariam relacionados ao banco e a Petrobras na exploração do pré-sal e ‘em projeto de desinvestimento de ativos’ na África. A PF apura crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de capitais.

São 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Entre os alvos da operação estão a ex-presidente da estatal, Graça Foster, além de André Esteves, fundador e sócio do BTG.

O banqueiro chegou a ser preso em 2015 acusado de participar de um suposto esquema para obstruir a Lava Jato, mas foi inocentado do caso. Na época, Esteves foi afastado do comando do BTG, mas voltou ao grupo dos principais sócios no fim do ano passado.

Ao Seu Dinheiro, o banco disse que o objeto da busca e apreensão já foi alvo de uma investigação conduzida pelo escritório de advocacia internacional Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan, LLP, especializado em investigações e auditorias.

"O escritório foi contratado em 2015 por um comitê formado justamente para fazer uma auditoria externa e imparcial sobre as alegações na época relacionadas a atos ilícitos", diz o BTG em nota.

A reportagem também tentou contato com a Petrobras, mas não recebeu um posicionamento oficial até o momento.

Nas redes sociais e em grupos privados de WhatsApp, circulam imagens da PF em frente a sede do BTG, na avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, nesta manhã.

Entenda o caso

Segundo a PF, os crimes estariam relacionados a recursos contabilizados em planilha denominada “Programa Especial Italiano” gerida por grande empreiteira nacional.

"A investigação é complexa e trata de fatos abordados em diferentes inquéritos policiais, tendo sido impulsionada por acordo de colaboração premiada celebrado entre a Polícia Federal e ex-Ministro de Estado investigado", diz a PF.

A PF explica que também é objeto desta fase esclarecer a existência de corrupção envolvendo instituição financeira nacional e estatal petrolífera na exploração do pré-sal e em projeto de desinvestimento de ativos no continente africano.

A ação pode pode ter lesado os cofres públicos em pelo menos 1,5 bilhão de dólares, que equivalem hoje a aproximadamente 6 bilhões de reais.

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