Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-10-14T14:32:14-03:00
Estadão Conteúdo
atento ao PIB

Recuperação da economia permaneceu gradual no 1º semestre de 2019, diz BC

BC afirmou que o mercado financeiro “permanece apreensivo em relação a atrasos ou interrupções na aprovação da reforma da Previdência no Senado”

10 de outubro de 2019
12:07 - atualizado às 14:32
Roberto campos neto, presidente do Banco Central, entidade que mexe na Selic, a taxa básica de juros
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. - Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Banco Central avaliou nesta quinta-feira (10) por meio do Relatório de Estabilidade Financeira (REF), que "o ritmo de recuperação da economia brasileira permaneceu gradual no primeiro semestre de 2019". Em função disso, "o índice de utilização da capacidade de produção da indústria seguiu baixo, com leve redução na taxa de desocupação".

Conforme o BC, o financiamento amplo às empresas não financeiras no Brasil avançou no primeiro semestre de 2019 em ritmo semelhante ao visto no segundo semestre de 2018. "O recuo no crédito bancário foi compensado pelo expressivo aumento do financiamento via mercado de capitais", pontuou o BC. "O crédito às famílias, por sua vez, foi pouco afetado pelo desempenho da economia e manteve a tendência de aceleração apresentada nos semestres anteriores", acrescentou.

Reformas

O Banco Central afirmou que o mercado financeiro "permanece apreensivo em relação a atrasos ou interrupções na aprovação da reforma da Previdência no Senado, mas a aprovação na Câmara Federal atenuou o nível de preocupação que vigorava anteriormente".

A reforma da Previdência ainda depende de votação em segundo turno no plenário do Senado.

Ao tratar dos riscos ao sistema financeiro, o BC afirmou que não houve alterações relevantes no cenário. "A dívida bruta do governo e o persistente aumento dos ativos problemáticos na carteira às grandes empresas continuam sendo os principais pontos de atenção", disse o BC no REF, que trata do cenário visto no primeiro semestre deste ano.

"O mercado reduziu sua preocupação com os riscos político-fiscais - embora ainda os considere a maior fonte de vulnerabilidade para a estabilidade financeira -, mas aumentou a apreensão com o cenário externo. As instituições permanecem confiantes na capacidade de o sistema financeiro absorver choques adversos", acrescentou o BC.

Ao tratar do exterior, o BC citou elevação do risco, "em razão da tensão comercial entre Estados Unidos da América (EUA) e China".

Crédito imobiliário

O Relatório de Estabilidade Financeira considera que, em um cenário no qual a Selic tende a permanecer nas mínimas históricas, a poupança se mantém como um instrumento competitivo de captação, possibilitando o aumento nas concessões do crédito imobiliário.

O BC lembra, porém, que enquanto os depósitos da poupança representam um passivo de curtíssimo prazo para as instituições financeiras, as operações de crédito para imóveis têm prazos mais longos. Além disso, devido ao mercado secundário pouco desenvolvido no setor, esses ativos são desprovidos de liquidez.

"Esse descasamento entre ativos e passivos precisa ser gerenciado pelas instituições e pode tornar-se fonte de instabilidade para o sistema em uma eventual conjuntura de estresse caracterizada por resgates líquidos persistentes dos depósitos de poupança, em especial se aliada a um ciclo de elevação da taxa Selic", afirma o documento.

Segundo o BC, em uma reversão de cenário dessa natureza, os bancos precisariam captar recursos a custos mais elevados, comprimindo a margem financeira a ponto de colocar em risco a sustentabilidade do mercado de crédito imobiliário.

"Dados esses possíveis desdobramentos, o montante recolhido compulsoriamente no BC assume o papel de um colchão de liquidez, podendo ser liberado de forma a reduzir, naquele momento, os efeitos do choque de captação do sistema, contribuindo para o gerenciamento do descasamento entre ativos e passivos do crédito imobiliário", completa o relatório.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Escalada dos juros

Credit Suisse já fala em Selic a 8,25% no fim de 2021

Os economistas Solange Srour e Lucas Vilela esperam que o BC promova mais três altas consecutivas de 1 ponto percentual nos juros nas próximas reuniões

Aprovação do vice

Reforma Tributária: vice-presidente defende cobrança de impostos sobre dividendos

Para Hamilton Mourão a tributação sobre lucros e dividendos tornaria o sistema tributário brasileiro mais justo

Esquenta dos Mercados

Pré-mercado: ajuste pós-Copom e balanço da Petrobras devem movimentar a bolsa hoje

E mais: a temporada de balanços não dá trégua, com os ruídos de Brasília destoando do coro do Ibovespa

Olho na safra

Balanços que vão movimentar o mercado: Veja os números de BB, Braskem e Totvs

Resultados divulgados na noite de ontem se juntam aos da Petrobras no radar dos investidores, que devem ficar atentos à reação das ações

Palavra do CEO

Eduardo Ragasol, da Neogrid: Como o sucesso do cliente pode ajudar no desenvolvimento do seu negócio

Conhecimento é poder. Entenda a fundo seu cliente. Utilize toda a tecnologia e informações que estão à disposição. Alinhe expectativas. E meça o desempenho dos envolvidos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies