Menu
2019-10-01T18:03:38-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
De olho na maçã

J.P. Morgan aposta alto na Apple e espera crescimento de 18% no preço das ações até 2020

Segundo analistas, os motivos são o volume de vendas do iPhone 11 acima do esperado, juntamente com uma perspectiva de crescimento nas vendas em 2020 e 2021

1 de outubro de 2019
17:40 - atualizado às 18:03
shutterstock_1512573812
Imagem: Shutterstock

Depois de muita dúvida se os novos modelos apresentados pela Apple poderiam ajudar os números da companhia, os analistas do banco J.P. Morgan se mostraram mais otimistas com o mais novo lançamento da maçã mais famosa do mundo.

Em relatório divulgado ontem (30), Samik Chatterjee, Joseph Cardoso e Bharat Daryani aumentaram o preço-alvo das ações da Apple (AAPL) em dezembro de 2020 para US$ 265, sendo que no fim deste ano a previsão é de que o preço fique em US$ 243.

A avaliação dos especialistas é que o desempenho da ação deve ser superior ao da média do mercado (overweight), ou seja, recomendam a compra.

Os especialistas esperam uma alta de 17,99% até 2020 em relação ao fechamento desta terça-feira (1º). Segundo eles, os motivos são o volume de vendas do iPhone 11 acima do esperado, juntamente com uma perspectiva de crescimento nas vendas em 2020 e 2021.

De olho no 5G

A expectativa mais positiva leva em conta a adoção da tecnologia 5G, que deve ser lançada até setembro de 2020. Para os três analistas, isso deve ajudar em termos de receita, o que consequentemente aumenta a confiança do investidor de que há um crescimento mais sustentável do indicador em meio ao mercado cada vez mais maduro e competitivo dos smartphones.

Ao falar sobre as projeções para os próximos dois anos, os analistas estimaram ainda que a Apple venderá 198 milhões de aparelhos em 2020. E pontuaram também que esse número pode chegar a 200 milhões no ano seguinte.

Os investidores parecem ter gostado das projeções feitas pelo J.P. Morgan. Ontem (30), os papéis da companhia terminaram o dia cotados em US$ 223,97, uma alta de 2,35% em relação ao fechamento da última sexta-feira (27).

Hoje (1º), as ações da companhia fecharam o pregão com leve alta de 0,28%, cotadas em US$ 224,59. No ano, os papéis da Apple acumulam valorização de 43,34%.

Cada vez menos dependente

Apesar de o aumento nas vendas ser positivo para a empresa, o último balanço da companhia mostra que a receita da Apple depende cada vez menos do volume de vendas de celulares. O motivo? A companhia vem fazendo mais investimentos em serviços e outros produtos.

Ao contrário do que apontavam as projeções para o balanço da Apple no segundo trimestre, a empresa capitaneada por Tim Cook reportou um conjunto de números relativamente sólido no segundo trimestre. 

Na ocasião, a queda nas vendas de iPhones foi compensada por um aumento nas receitas geradas com iPads, iMacs e serviços, e as perdas na China não foram tão grandes quanto o imaginado.

A receita líquida da Apple chegou a US$ 53,8 bilhões no trimestre encerrado em junho, cifra 1% maior que a contabilizada no mesmo período de 2018, de US$ 53,3 bilhões. O resultado ficou ligeiramente acima da média das estimativas de analistas consultados pela "Bloomberg", que apontava para receita de US$ 53,35 bilhões.

De qualquer forma, pela primeira vez desde 2012, menos da metade da receita da companhia veio dos iPhones, o que é positivo, porque mostra que um volume de vendas menor dos aparelhos afeta muito menos a companhia.

Por outro lado, o lucro líquido da empresa da maçã caiu 12,8% na mesma base de comparação, para US$ 10,04 bilhões. O lucro por ação, métrica que é acompanhada mais de perto pelos analistas lá de fora, ficou em US$ 2,18 — abaixo dos US$ 2,34 vistos há um ano.

Mas, apesar da queda na comparação anual, o lucro por ação ainda ficou acima das projeções dos analistas, que esperavam um ganho de US$ 2,10, também de acordo com a média calculada pela "Bloomberg".

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Ministério atualiza dados

Brasil registra mais de 31 mil mortes por covid-19

De 526.447 casos confirmados, 223.638 pacientes foram recuperados

6,8% dos recursos foram gastos

MPF investiga baixo investimento do governo Bolsonaro no combate ao coronavírus

O Ministério Público Federal determinou, nesta terça-feira, 2, a abertura de um inquérito civil público para apurar a baixa aplicação de dinheiro público, por parte do governo de Jair Bolsonaro, no combate à pandemia do novo coronavírus

A volta dos touros

Acabou a crise? 5 razões para a disparada da bolsa e a queda do dólar

O dólar à vista acumula queda de mais de 11% nas últimas 15 sessões, afastando-se de vez da faixa dos R$ 6,00 — na bolsa, o Ibovespa também teve alívio forte no período, retomando os 90 mil pontos

Atenção com contas públicas

Déficit fiscal poderá ser de 12% do PIB, diz Armínio Fraga

“Estritamente do ponto de vista fiscal, estamos trabalhando com uma margem de manobra muito apertada. Tenho comentado que a consequência disso vai ser um crescimento imenso das necessidades de financiamento do governo”, comentou Fraga ao participar de uma live promovida pelo BTG Pactual

seu dinheiro na sua noite

Velozes e furiosos, parte 91 mil

Eu não sou um grande fã de filmes de ação, e ainda menos da franquia Velozes e Furiosos. Assisti apenas ao primeiro longa da série, tentando imaginar como um roteiro tão desconectado da realidade foi parar nas telas – ainda que tenha seus momentos. Foi só alguns anos depois, durante uma discussão de bar (saudades das […]

ex-ministro da fazenda

Pedro Malan vê excesso de otimismo em órgãos internacionais para o pós-pandemia

O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan disse nesta terça-feira, 2, que vê um excesso de otimismo nas previsões de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), e também de parte do mercado, de uma recuperação na forma de “V” após a pandemia do coronavírus

Procurador-geral da República

Alinhado a Bolsonaro, Aras diz que Forças Armadas podem atuar em caso de ruptura

A posição do procurador está alinhada à do presidente Jair Bolsonaro, que tem citado o artigo 142 da Constituição como uma saída para a crise do governo com o Supremo

Alívio inesperado?

Dólar despenca a R$ 5,20 e Ibovespa sobe forte: o que aconteceu com o mercado?

Enquanto o mundo passa por forte turbulência, os mercados estão mais calmos que nunca: o dólar teve a maior queda diária desde 2018 e o Ibovespa foi às máximas em quase três meses

Dados de associação

Comércio paulistano cai 67% nas vendas de maio

Mês é estratégico em razão do Dia das Mães

Presidente da Câmara

MP que estabelece crédito para folha de pagamento não pode ser votada, diz Maia

Editada no dia 3 de abril, a medida estabelece uma linha de crédito de R$ 34 bilhões para garantir o pagamento dos salários em empresas com receita anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões durante a pandemia do coronavírus

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements