Menu
2019-12-14T08:29:07-03:00
Estadão Conteúdo
acordo

Governo brasileiro avalia positivamente acordo entre EUA e China

Para Marcos Troyjo, as vantagens que o Brasil terá com o fim das incertezas causadas pela guerra comercial entre os dois países superam qualquer ganho pontual de mercado que o País teve com a disputa

14 de dezembro de 2019
8:29
Guerra comercial, China, Estados Unidos EUA
Xi Jinping (China) e Donald Trump (EUA) - Imagem: Shutterstock

O governo brasileiro recebeu positivamente a notícia de que Estados Unidos e a China concluíram a primeira fase de um acordo comercial. A avaliação entre integrantes da equipe econômica é que o acordo ajuda a dissipar tensões e pode contribuir para aumentar o comércio mundial, beneficiando o Brasil.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, disse à reportagem que as vantagens que o Brasil terá com o fim das incertezas causadas pela guerra comercial entre os dois países superam qualquer ganho pontual de mercado que o País teve com a disputa.

"Estamos trocando o telhado da nossa 'casa macroeconômica' e é muito melhor fazer isso com tempo firme do que com chuva pesada lá fora. Para um País que precisa entrar em ritmo vigoroso de privatizações e concessões, um cenário de estabilidade é muito melhor do que um cenário de incerteza", avalia.

Segundo a reportagem apurou, a promessa de que a China comprará mais produtos agrícolas dos Estados Unidos não é vista, pelo governo brasileiro, como uma ameaça. A avaliação é que há espaço para os produtos brasileiros e norte-americanos no vasto mercado chinês - a exportação brasileira para a China vinha crescendo mesmo antes da guerra comercial e ante a concorrência dos produtos dos Estados Unidos.

Além disso, o Brasil quer exportar produtos com maior valor agregado para a China, mesmo no setor agrícola - como carne maturada, peixes congelados, suínos cortados - e esse é um desafio para os próximos anos.

Acordo

Nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que o país chegou a um acordo inicial "muito amplo" com a China. Por isso, a elevação de tarifas de 10% para 15% sobre cerca de US$ 156 bilhões em bens, que estava prevista para o próximo domingo, não entrará em vigor. "Nós vamos começar as negociações da fase 2 do acordo imediatamente, em vez de esperar até depois das eleições de 2020", escreveu, em sua conta no Twitter.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Triste marca

Brasil registra mais de 500 mil mortos por covid-19

Em 24 horas foram 2.301 óbitos e 82.288 novos casos. Em nota, Conass ressalta que o Brasil tem 2,7% da população mundial, e é responsável por 12,8% das mortes

Here comes the sun

Energia solar ruma para liderança no País até 2050

O sol será responsável por 32% da geração, ao mesmo tempo em que a participação das hidrelétricas deve cair para cerca de 30%

ESTRADA DO FUTURO

Os três setores mais lucrativos em tecnologia, e por que você deve investir neles

Integração entre softwares e Inteligência Artificial são dois dos segmentos que devem fazer parte de qualquer portfólio de investimentos vencedor

Ano de eleição

Promessas de Bolsonaro estouram “folga” do Orçamento em 2022

A ampliação do Bolsa Família e um eventual aumento de 5% nos salários do funcionalismo público já superam o espaço adicional de R$ 25 bilhões para o próximo ano

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies