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2019-11-21T15:52:38-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Otimismo

Para o Credit Suisse, 2020 é o ano dos emergentes — e o Brasil tende a ser um dos destaques

A equipe de análise do Credit Suisse aposta nos mercados emergentes para 2020. E, nesse grupo, as ações e ativos do Brasil aparecem entre as principais recomendações

21 de novembro de 2019
15:52
Touro grande saindo de dentro do ibovespa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

As grandes casas de análise tiraram o dia para revelar seus cenários de investimento em 2020 — e indicar um forte otimismo em relação ao Brasil. Depois de J.P. Morgan e BTG Pactual mostrarem-se confiantes com as perspectivas para o país, o Credit Suisse juntou-se ao coro: quem quiser ganhar dinheiro no ano que vem deve olhar com carinho para as ações e os demais mercados brasileiros.

Num extenso relatório, a equipe de análise chefiada por Andrew Garthwaite diz que as ações de países emergentes como um todo estão bem posicionadas para terem um bom desempenho em 2020. E, dentro desse grupo, o Brasil tem tudo para ser uma das estrelas.

Em primeiro lugar, a instituição diz ter "grande convicção" de que os emergentes tendem a ir melhor que os desenvolvidos no ano que vem. E, partindo desse pressuposto, o Credit Suisse manteve a recomendação 'overweight' (desempenho acima da média) para o grupo, recomendando que os clientes aumentem a exposição a esses mercados.

"Apesar das preocupações em relação à desaceleração da China, à guerra comercial e ao dólar forte, as ações dos emergentes estão baratas demais", escrevem os analistas, ressaltando que o momento econômico desses países, as revisões positivas nos resultados corporativos e a estabilização na indústria chinesa dão suporte ao otimismo.

Essa visão positiva não se restringe ao mercado de ações: segundo o Credit Suisse, as moedas de países emergentes estão nos níveis que eram vistos nos tempos da crise asiática, o que faz com que elas sejam boas opções de investimento no momento — a exceção é o yuan chinês, em meio à disputa comercial entre Pequim e Washington.

E o Brasil?

Garthwaite e sua equipe mostram-se particularmente empolgados com o Brasil, afirmando que o país tem "a melhor combinação entre atraso no ritmo de produção e forte momento econômico, entre todas as regiões analisadas". O país segue com recomendação 'overweight' entre os emergentes.

A economia brasileira, afinal, é a única que apresenta revisões positivas para o crescimento e negativa para a inflação. "As taxas de juros, quando ajustadas pela inflação, não estão tão baixas quando comparadas com os Estados Unidos, apesar de os spreads nominais estarem atingindo as mínimas históricas. Assim, esse cenário deve atrair capital ao Brasil", diz o Credit Suisse.

Quanto ao real, a instituição diz que a moeda parece "barata", levando em conta o volume de exportações do Brasil e o superávit quase recorde no balanço de pagamentos.

Por fim, a instituição destaca que a agenda de reformas estruturais no país continua avançando, e que a conclusão da reforma da Previdência deve afastar a economia brasileira do trajeto de forte aumento na dívida.

O que comprar?

Considerando todo esse otimismo, o Credit Suisse recomenda algumas ações para quem quiser surfar a onda positiva para os mercados brasileiros em 2020, com destaque para os papéis do setor financeiro — a  instituição, no entanto, não estabelece uma meta a ser atingida pelo Ibovespa no ano que vem.

Numa carteira com sete ativos, quatro pertencem a esse universo. Bradesco PN (BBDC4), Banco do Brasil ON (BBAS3), BB Seguridade ON (BBSA3) e Itaúsa PN (ITSA4). Além delas, também são citadas BR Malls ON (BRML3), JBS ON (JBSS3) e BR Distribuidora ON (BRDT3).

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