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Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Novos cortes de produção

Opep faz movimentos com a tesoura, e preço do petróleo dispara nos mercados

Membros da organização planejam cortar sua produção em cerca de 1 milhão de barris no ano que vem

12 de novembro de 2018
9:45 - atualizado às 14:42
opep
OPEP - Imagem: Andrei Moraes/Seu Dinheiro

Bastou Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sinalizar a necessidade de seus membros realizarem novos cortes na produção de petróleo para o preço da commodity ir para as alturas. Em reunião feita em Abu Dhabi, os produtores da Opep disseram que será preciso cortar a oferta em cerca de 1 milhão de barris em 2019. Espera-se que uma decisão final sobre o assunto seja tomada em encontro da organização previsto para o próximo mês.

A informação veio como um injeção de adrenalina e o petróleo disparou durante a madrugada de domingo para segunda-feira. Na abertura da semana, no entanto, a alta era mais modesta: o barril do Brent para janeiro avançava 1,30% na ICE, a US$ 71,10, enquanto o WTI para dezembro tinha alta de 0,76% na Nymex, a US$ 60,65.

Obcecados pelo equilíbrio

Nesta segunda-feira, o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, disse que tanto os membros da Opep quanto outros produtores que não integram o grupo, devem fazer o que for necessário para equilibrar o mercado de petróleo.

Ele disse que os países terão de cortar sua produção combinada se os atuais níveis de oferta e demanda persistirem. Somente a Arábia Saudita Arábia Saudita planeja cortar sua produção em 500 mil barris por dia em dezembro.

Khalid aproveitou sua fala para colocar uma pá de cal nos rumores sobre o fim da Opep. Para ele, nos círculos políticos, não há "discussão de forma alguma" sobre a possibilidade de se eliminar a organização.

Separadamente, o presidente da Opep, Suhail Al Mazroui, disse hoje que os produtores não irão gerar uma situação de oferta excessiva, a menos que haja necessidade. Já o secretário-geral da entidade, Mohammad Barkindo, previu que 2019 será um ano difícil.

*Com Estadão Conteúdo.

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