Insights de investimento, análises de mercado e muito mais! Siga o Seu Dinheiro no Instagram

2018-10-31T08:05:59-03:00
Estadão Conteúdo
Reestruturação do governo

Bolsonaro define superministério da Economia e junta Agricultura e Meio Ambiente

Ideia do novo presidente é diminuir o número de ministérios para no máximo 16

30 de outubro de 2018
18:43 - atualizado às 8:05
Jair Bolsonaro
Uma das promessas de campanha do capitão reformado era enxugar o governo - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que chefiará a Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PSL), confirmou nesta terça-feira, 30, que a gestão terá entre 15 e 16 ministérios. Após uma reunião da cúpula de Bolsonaro, na casa do empresário Paulo Marinho, Onyx também anunciou a fusão dos ministérios do Meio Ambiente com o da Agricultura. Já o da Economia unirá o da Fazenda, o do Planejamento e o da Indústria e Comércio.

A questão estava sendo reavaliada por Bolsonaro durante a campanha. "O presidente não recuou em nada. Ele sempre disse que, assim como tem experiência em alguns Estados, como Mato Grosso, Agricultura e Meio Ambiente ficarão juntos", disse Lorenzoni. Um dos ministros já anunciados, o economista Paulo Guedes, comentou a proposta de criação de um superministério da Economia. "No programa, os três já estavam juntos", disse o economista.

Braço direito de Bolsonaro, o ex-presidente do PSL, Gustavo Bebianno, disse que as conversas do núcleo duro do novo governo não chegaram às (indicações para) estatais. Ele disse que houve um significativo avanço, em torno de 80% dos ministérios na reunião desta terça. "Hoje, já foram decididos alguns dos nomes (ministérios). Por uma questão estratégica, nós vamos divulgar os nomes um pouquinho mais para frente", completou.

Onyx também ressaltou que será um governo "de absoluta união" e que irá trabalhar em sintonia. O deputado informou que Bolsonaro deve ir na próxima terça-feira a Brasília para começar a transição. "O presidente já tem uma lista de nomes (de ministros) e está fazendo a definição final. Acredito que nos próximos dias Bolsonaro deva liberar mais alguns nomes. Na segunda-feira, o presidente, depois de tomar decisão, vai nos permitir divulgar toda a estrutura", declarou.

Preocupação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nota contrária à decisão. Segundo a entidade, é "imprescindível" que o Brasil tenha um ministério forte e independente para elaborar, executar e coordenar políticas públicas para o setor industrial.

"Tendo em vista a importância do setor industrial para o Brasil, que é responsável por 21% do PIB nacional e pelo recolhimento de 32% dos impostos federais, precisamos de um ministério com um papel específico, que não seja atrelado à Fazenda, mais preocupada em arrecadar impostos e administrar as contas públicas", afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, em nota.

Para Andrade, a excessiva concentração de funções em um único ministério reduziria a atenção sobre temas cruciais para a indústria, que ficariam diluídos "em meio aos incêndios que cotidianamente desafiam a gestão macroeconômica". "Nenhuma grande economia do mundo abre mão de ter um ministério responsável pela indústria e pelo comércio exterior forte e atuante", completou.

A entidade destacou que países como Inglaterra e Estados Unidos mantêm órgãos voltados para a política industrial. "A eventual perda de status do MDIC colocaria o Brasil, portanto, na contramão dessa tendência e reduziria a nossa capacidade em negociações internacionais", ressalta Andrade.

Na semana passada, após receber representantes da indústria ainda durante a campanha, Bolsonaro chegou a dizer que a incorporação do MDIC poderia ser repensada. Hoje, porém, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a fusão. "Vamos salvar a indústria brasileira, apesar dos industriais brasileiros", afirmou Guedes. A CNI não comentou a declaração do economista.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

DIPLOMACIA RUSSA

Bandeira branca? Putin diz que vai viabilizar comércio de grãos ucranianos e fertilizantes

Em conversa com o presidente da França e o chanceler da Alemanha, Putin afirmou que vai aumentar a oferta de grãos e fertilizantes

NÃO VINGOU

Terra 2.0 derrete mais de 60% no dia do lançamento; saiba por quê

A Terra 2.0 já acumula perdas; o renascimento da criptomoeda sofre com a perda de credibilidade, após falhas no protocolo da antiga moeda

NOVA CRIPTO NA ÁREA

Lançamento da Terra 2.0: vale a pena investir em um projeto criado pelos mesmos desenvolvedores da extinta Terra (LUNA)? Especialistas falam sobre nova criptomoeda

A resposta foi quase unânime: os analistas deixaram de acompanhar a Terra (LUNA) e não acreditam mais no projeto

SOBE E DESCE

Cosan (CSAN3) lidera as altas do Ibovespa e Banco Inter (BIDI11) vai em direção oposta ‒ saiba o que foi destaque na bolsa na semana

A semana começou com mudanças na presidência da Petrobras (PETR4). Apesar disso, o Ibovespa fechou a semana em leve alta

PODCAST TOUROS E URSOS

Petrobras e Eletrobras: afinal, vale a pena investir no sucesso dessa dupla na bolsa?

Especialista na dupla Petrobras e Eletrobras, o colunista do Seu Dinheiro Ruy Hungria conta o que esperar das ações das estatais no podcast Touros e Ursos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies