Menu
2019-04-04T13:58:24-03:00
Estadão Conteúdo
Prioridades nas discussões

Maia solta o verbo e diz que nenhuma agenda tirará a reforma da Previdência da pauta no próximo ano

Presidente da Câmara fez um discurso mais duro sobre a importância de se aprovar as mudanças nas regras de aposentadoria

7 de dezembro de 2018
13:36 - atualizado às 13:58
RodrigoMaiaPlenario
Maia: "não haverá nenhuma outra agenda nos próximos 12 meses que possa superar, tirar da pauta, a reforma da Previdência"Imagem: J.Batista/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, fez enfática defesa da importância de se dar continuidade aos debates sobre a reforma da Previdência no Congresso. "Não haverá nenhuma outra agenda nos próximos 12 meses que possa superar, tirar da pauta, a reforma da Previdência. Nada do que a gente possa discutir aqui ou em qualquer ambiente pode superar o tamanho do problema previdenciário", disse Maia, durante evento do setor de químicos organizado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), nesta sexta-feira, 7, em São Paulo.

Maia aproveitou a oportunidade para destacar as dificuldades enfrentadas pelo País, tanto na área econômica como política, e aproveitou para elogiar a atuação conjunta do Executivo e Judiciário na aprovação de reformas como a trabalhista e o teto dos gastos. "Muita coisa foi feita entre os poderes em temas que estavam travados há muitos anos", afirmou.

Ele lembrou que muitos políticos e alguns opositores criticam o teto dos gastos, que seria uma forma de barrar os investimentos em saúde e educação. Segundo o presidente da Câmara, o que impede investimentos nestas áreas não é o teto dos gastos. "O problema de não termos investimentos em saúde e educação é porque o Brasil gasta em despesas obrigatórias quase todo o seu orçamento", cravou.

Maia afirmou ainda que a defesa enfática da reforma da Previdência pode ter sido um dos motivos de ele ter "sofrido" para se reeleger a deputado federal.

Cemig

O presidente da Câmara dos Deputados defendeu também a importância para o setor sobre o projeto que permite financiamento barato para empresas que constroem gasodutos e exploram serviços de gás no País. Entretanto, a questão do perdão de dívidas da Cemig, "parte polêmica do projeto", segundo Maia, não deve ser aprovada.

"O texto é importante para questão do gasoduto, mas a questão da Cemig é tema polêmico. Ou a Câmara pode retirar a questão da Cemig ou pode ter um compromisso com esse ou o próximo governo de veto a este ponto", disse Maia, já na saída de evento promovido pela Abiquim.

Maia lembrou que o próximo governo é contra o perdão da dívida da Cemig. Segundo o deputado, a proposta pede que o governo devolva à Cemig recursos de usinas que a empresa nem tem mais. Maia disse que há espaço do projeto avançar ainda neste ano, ou retirando o ponto da Cemig ou com o compromisso de veto dos dois governos desta parte. "Mas a parte do gasoduto me parece interessante o Brasil, que está muito atrasado no setor."

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo da última terça-feira, a disputa pelos mais de R$ 100 bilhões que podem ser arrecadados com o megaleilão do pré-sal só aumenta e a partilha dos recursos está sendo usada como moeda de troca para que outras pautas polêmicas passem junto.

Na Câmara, o projeto que divide os recursos do Fundo Social do Pré-Sal com Estados e municípios foi usado para permitir o perdão a uma dívida bilionária da Cemig, além de financiamento barato para empresas que constroem gasodutos e exploram serviços de gás.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

nova abertura de capital

Com preço da ação no piso, Melnick, da Even, movimenta mais de R$ 700 milhões em IPO

A empresa divulgou os planos para sua abertura de capital na B3 em julho e é a 15ª empresa a realizar abertura de capital na bolsa em 2020

reparação histórica

MPT rejeita denúncias de racismo contra Magazine Luiza por programa para negros

Para o MPT, não houve violação trabalhista, mas sim uma ação afirmativa de reparação histórica

seu dinheiro na sua noite

O Abaporu da bolsa

Tarsila do Amaral pintou em 1928 uma figura de traços relativamente simples. Com a cabeça diminuta e os pés gigantes, ela surge nua tendo por companhia apenas o sol a pino e um enorme cacto. Foi só depois da reação empolgada do marido Oswald de Andrade que a artista veio a batizar o quadro de […]

Um outro olhar

Investidores mudam o foco, dólar cai e Ibovespa vive dia de forte recuperação

Bolsa recupera terreno e fecha em alta de 1,33%; dólar retorna a R$ 5,51 com reação a sinalizações de banqueiros centrais

fintech do Mercado Livre

Mercado Pago recebe aporte de R$ 400 milhões do Goldman Sachs

Os recursos têm como destino a divisão de crédito da instituição, o Mercado Crédito, e servirão para expandir a oferta de crédito para pequenos e médios vencedores que usam o Mercado Pago e o Mercado Livre

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements