2018-11-22T19:32:24-02:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Privatização

Venda da Cemig pode acontecer antes se preço refletir ajuste na empresa, diz Zema

Se o mercado precificar bem, por que esperar pela privatização?, disse o governador eleito de Minas Gerais

22 de novembro de 2018
14:48 - atualizado às 19:32
Romeu Zema, governador de Minas Gerais. - Imagem: Raul Junior/BTG

A eventual privatização da estatal de energia Cemig pode acontecer até mesmo antes que o novo governo conclua o processo de saneamento da empresa. A afirmação é do governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

"Se o mercado precificar bem, por que esperar [pela privatização]?", disse Zema, que participou hoje de evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.

Como esperado, os investidores reagiram imediatamente às declarações do governador eleito. As ações da Cemig fecharam em alta de mais de 5%, enquanto o Ibovespa terminou o dia em leve alta de 0,24%.

Existem dois caminhos possíveis para a venda das empresas controladas pelo Estado, segundo o governador eleito. O primeiro seria fazer a melhora da gestão para recuperar o valor das companhias como a Cemig e a Copasa, de saneamento, em um processo de venda.

Mas caso o mercado esteja disposto a assumir o saneamento da empresa, e ainda ofereça ao Estado em uma privatização um preço que já considere a companhia ajustada, a venda poderia acontecer antes.

Constituição de Minas estabeleceu que empresas estatais, como a Cemig, só poderiam ser privatizadas mediante referendo popular. A alteração foi feita na gestão de Itamar Franco no governo do Estado. "Temos que mudar a Constituição para proceder a privatização", afirmou Zema.

O governador eleito de Minas disse ainda que o Estado pretende aderir ao programa de recuperação fiscal do governo federal. Para isso, ele anunciou o nome de Gustavo Barbosa para a Secretaria da Fazenda do Estado. Ele ocupou a mesma função no Rio de Janeiro quando o Estado aderiu ao programa de recuperação federal.

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